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SÃO PAULO – O movimento de internacionalização da Eletrobras (ELET6), com a aprovação das linhas gerais da proposta da companhia para participação em um leilão visando a compra de 21,5% da fatia da empresa portuguesa EDP, é visto com ceticismo pela corretora Planner. O prazo limite para a entrega da proposta, aprovada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e pelo secretário executivo do ministério, Marcio Zimmermann, é de 21 de outubro. A companhia brasileira disputará sozinha o leilão de compra de participação da EDP.
Segundo o analista Rafael Andreata, mesmo havendo uma possível negociação a preços atrativos da companhia portuguesa, já que o governo de Portugal necessita de caixa, a Eletrobras deveria focar em otimizar e incrementar sua operação no Brasil, que apresenta média abaixo do mercado.
Desse modo, a corretora segue com recomendação neutra para as ações da companhia, apontando preferência em ativos de outras empresas do setor elétrico, como a AES Tietê (GETI4), Tractebel Energia (TBLE3), Cesp (CESP6) e Copel (CPLE6).