Homens brancos recebem mais

Intel surpreende e divulga dados sobre desigualdade salarial

Um em cada quatro homens brancos da está na faixa salarial mais alta, ganhando pelo menos US$ 208 mil por ano

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(Bloomberg) — Na verdade, não surpreende que homens brancos e asiáticos recebam os maiores salários da força de trabalho da Intel nos Estados Unidos. Isso acontece no setor de tecnologia há anos.

Raro é o nível de detalhes sobre desigualdade salarial que a fabricante de chips divulgou na terça-feira – informações que poderia ter mantido em segredo.

Além do relatório anual sobre as perspectivas para mulheres e pessoas não brancas na empresa, a Intel também publicou na terça-feira os resultados de um novo relatório enviado à Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA (EEOC, na sigla em inglês), que fornece dados sem precedentes sobre salários, raça e gênero relacionados a cerca de 51 mil trabalhadores da empresa nos EUA.

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A Intel é a primeira empresa a divulgar os dados antes privados.

Os resultados não são motivo de orgulho. Entre 52 executivos do alto escalão da Intel que ganham mais de US$ 208 mil por ano – a faixa salarial mais alta da EEOC -, 29 são homens brancos, 11 são homens asiáticos e 8 são mulheres brancas.

A proporção restante é de uma mulher asiática, uma hispânica, uma negra e um negro. Nenhum homem hispânico figura entre executivos dessa categoria.

A proporção é igualmente distorcida nas classificações de gerentes, profissionais e técnicos: homens brancos e asiáticos dominam os grupos com os maiores salários, enquanto mulheres e pessoas não brancas são agrupadas nas faixas salariais mais baixas.

Um em cada quatro homens brancos da Intel está na faixa salarial mais alta, ganhando pelo menos US$ 208 mil por ano, uma participação maior do que qualquer outro grupo.

As proporções são muito mais baixas para mulheres e minorias sub-representadas; menos de 10% dos funcionários negros recebem os maiores salários.

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“É realmente difícil consertar” algo sobre o qual não há transparência, disse Barbara Whye, responsável de diversidade e inclusão da Intel e vice-presidente de recursos humanos.

A fabricante de chips está se colocando em uma posição “muito vulnerável”, disse, para “fazer as coisas certas”, e espera que seus concorrentes sigam o exemplo e compartilhem informações salariais. “Esses são problemas de toda a indústria”, disse Whye.

“Vão exigir soluções em todo o setor para resolvê-los.” Até agora, nenhuma outra empresa disse que faria o mesmo.

A Intel se une a um número pequeno, mas crescente, de empresas que divulgaram dados salariais por gênero e raça, muitas vezes sob pressão de investidores.

A transparência pode ser louvável, mas muitas vezes é ofuscada pelo que é revelado. Os relatórios anuais de diversidade das maiores empresas de tecnologia divulgados nos últimos cinco anos mostraram pouco progresso na melhora dos números de trabalhadores sub-representados.

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