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SÃO PAULO – O conselho de administração da Diagnósticos da América (DASA3) manifestou-se favoravelmente à OPA (Oferta Pública de Aquisições) da empresa em negócio com a Cromossomo Participações, sociedade controlada pelo empresário Edson de Godoy Bueno e sua ex-esposa Dulce Pugliese, antigos membros do conselho da Amil, outra empresa do setor que, no ano passado, fechou capital. No entanto, segundo fontes do setor disseram ao Valor, a proposta deve ser rejeitada por três importantes acionistas: a gestora de fundos de investimentos Oppenheimer e Tarpon e o fundo de pensão Petros, que juntos detêm 25,1% da Dasa.
Para os analistas da XP Investimentos, esse impasse pode gerar pressão no curto prazo. Isso porque, embora o impasse com os fundos de investimentos não impossibilite Edson Bueno de obter o controle da Dasa, isso aumenta a tensão entre os sócios na condução do negócio e, querendo ou não, aumenta o risco da OPA não sair.
Um dos argumentos da gestora norte-americana Oppenheimer, que tem 10,1% da Dasa, é que a oferta é prejudicial ao interesse dos acionistas minoritários da companhia, na medida em que o preço ofertado é injusto e favorece demasiadamente o ofertante. Segundo comunicados enviados anteriormente à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Bueno estaria oferecendo R$ 15 pela ação da Dasa. A meta seria adquirir no mínimo 82.362.124 ações, ou 26,41% da empresa, mas pode atingir todos os papéis da companhia.