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Imagem traz momento exato da explosão da Cemig na Bolsa à decisão do STJ

Em julgamento bastante aguardado pelo mercado, STJ decidiu que a elétrica não terá direito a renovar contrato da hidrelétrica de Jaguara por mais 20 anos

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SÃO PAULO – Se há dúvidas se os preços das ações contabilizam todos os eventos e fatos que podem impactar as empresas, algumas imagens ajudam a provar que o mercado incorpora, de imediato, todas essas questões. Hoje, era esperado a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre pedido da Cemig (CMIG4) para renovação da concessão da hidrelétrica de Jaguara por mais 20 anos. 

A notícia, como já tinha sido apontado pelo Credit Suisse em relatório de maio (lembrando que o julgamento foi adiado alguns vezes) poderia destravar uma alta de cerca de 40% ou queda de 30% nos pregões subsequentes, a depender da decisão, em relação aos preços dos papéis naquela época (no dia em que o banco suíço divulgou o relatório as ações da elétrica eram cotadas a R$ 14,83).

Hoje, finalmente, saiu a decisão. O STJ decidiu por seis votos a dois que a Cemig não tem direito a renovar o contrato da hidrelétrica de Jaguara, o que faz com que a usina deva ter a concessão devolvida para a União e encaminhada para licitação. A Cemig alegava que o contrato da usina em Minas Gerais previa uma prorrogação automática, o que iria contra as regras estabelecidas pelo governo federal ao final de 2012 para renovar concessões de hidrelétricas.

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No minuto em que o mercado recebeu à notícia, a partir das 15h30 (horário de Brasília), os papéis da companhia derreteram na Bolsa. Em 25 minutos, as ações caíram 8,3%. Com leve recuperação até os minutos finais, as ações da elétrica fecharam a sessão com queda de 8,09%, sendo cotadas a R$ 12,04. 

O placar do julgamento sobre a ação estava em quatro a dois contra a Cemig. Nesta quarta, os ministros Sérgio Luiz Kukina e Assusete Magalhães seguiram o voto do relator do processo, ministro Ari Pargendler, que havia decidido pela não renovação da concessão.

Confira abaixo a imagem que mostra a reação do mercado à decisão do STJ: