Publicidade
SÃO PAULO – Com grande volatilidade desde a manhã, o Ibovespa chegou a consolidar perdas no início da tarde, porém, por volta das 15h00 (horário de Brasília), o índice voltou a operar no positivo, sendo que às 16h32, o benchmark registrava ganhos de 0,38%, aos 56.910.
Entre os destaques, as ações das siderúrgicas operam entre os maiores ganhos. A Usiminas (USIM3; USIM5) lidera o índice, com seus papéis ordinários se valorizando 8,28%, cotados a R$ 10,72, enquanto as ações preferenciais sobem 7,36%, valendo R$ 9,92.
O movimento pode ser um reflexo das expectativas de reajuste no preço do aço, que pode ocorrer já no segundo trimestre. Essa alta ajuda a puxar os papéis de outras companhias do setor, sendo que as ações da CSN (CSNA3) também registram forte alta, com 2,16%, aos R$ 9,93.
Continua depois da publicidade
Na ponta negativa, a OGX Petróleo (OGXP3) ainda se mantém com as maiores perdas. No mesmo horário, os papéis caiam 6,41%, cotados a R$ 3,36. Depois do pregão de sexta-feira a OGX Petróleo anunciou que “mantém permanente contato com vários investidores sobre diferentes oportunidades de negócios”, apesar de no momento não ter nenhum negócio fechado.
Nos últimos dias surgiram rumores de que Eike Batista estaria negociando a venda de uma parte da companhia à Petronas, estatal da Malásia, o que colaborou para que o papel subisse 21,74% em dois dias.
Também na ponta negativa, as ações da Ambev (AMBV4) registram forte queda de 2,92%, valendo R$ 87,99. A empresa sofre com a perda de tamanho de seu principal mercado: o de cervejas, que recuou 4,4% no mês de janeiro, atingindo os 739 milhões de litros – culpa de cargas tributárias maiores e excesso de chuvas nos grandes centros populacionais, onde a demanda por bebida é maior. A Ambev continuou com 68% do market-share. Com isso, o mercado começa a se ajustar para resultados mais fracos no futuro.
Continua depois da publicidade
Além disso, o Relatório Focus mostrou uma leve melhora nas projeções econômicas. A estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 5,70% neste ano para 5,69%, enquanto a do PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 3,08% para 3,10%.
O foco do dia está no Japão e na Itália. A mídia japonesa diz que Haruhiko Kuroda, presidente do Banco de Desenvolvimento Asiático e com uma postura mais agressiva, deverá assumir o banco central do país – colaborando com a política inflacionária do premiê Shinzo Abe.
Eleições italianas pesam nas bolsas internacionais
Na Itália os jornais colocavam Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático, de centro-esquerda, como o principal favorito a primeiro-ministro durante a manhã. Mas, pela tarde, as pesquisas indicam a coalizão de Silvio Berlusconi como a favorita para ganhar as eleições.
Continua depois da publicidade
A notícia de que Berlusconi poderia ganhar desanimou os mercados, que passaram a registrar quedas. Na bolsa de Milão, após atingir uma valorização de 4% com as primeiras notícias de derrota de Berlusconi, o índice perdeu força e fechou o dia com alta de 0,73%, aos 16.351 pontos.
Nos EUA, a tensão empurrou todos os principais índices para o negativo. Às 16h30, o Dow Jones registrava recuo de 0,56%, aos 13.923 pontos, enquanto o S&P 500 tinha queda de 0,68%, aos 1.505 pontos. Já o índice Nasdaq operava em baixa de 0,40%, aos 3.149 pontos.
Vale ressaltar que os temores são muito fortes com relação à uma possível volta de Berlusconi ao poder, devido ao seu discurso antieuro, que ganhou forças nas últimas semanas em meio ao descontentamento com a situação econômica italiana. Assim, caso Berlusconi ganhe as eleições, o discurso deve ser de fragmentação frente à União Europeia, o que poderá afetar os mercados.
Continua depois da publicidade
Para o restante do dia, no entanto, não há indicadores de grande relevância para o mercado, tanto no âmbito interno quanto no externo. As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
|
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
|
|