HSBC reduz recomendação e preço-alvo da Lojas Americanas

Banco projeta desvalorização de 18% para os papéis após a B2W pressionar fortemente os resultados do quarto trimestre

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SÃO PAULO – A queda nos lucros da B2W (BTOW3) tem pressionado os resultados das Lojas Americanas (LAME4), em função da participação acionária de quase 59% que ela detém nessa “problemática empresa do comércio eletrônico”, disse o HSBC. A destruição de valor trazida pela varejista online ficou evidente pela piora agregada aos resultados do último balanço das Lojas Americanas, justificando o corte de recomendação, de neutro para underweight, feito às ações da Lojas Americanas. 

A faixa de recomendação neutra do HSBC engloba uma variação de 5 pontos percentuais acima e abaixo da taxa mínima de retorno exigida para as ações brasileiras, de 11,5%. No entanto, com o preço-alvo menor, que passou de R$ 16,00 para R$ 13,00, os papéis passam a ter um potencial de desvalorização de 17,83% em relação ao fechamento da última terça-feira (7).

A exposição da empresa à deterioração crescente das operações da B2W ficou clara nos resultados do quarto trimestre do ano passado, quando o lucro operacional da empresa controladora, o qual não inclui a B2W, cresceu sólidos 20,4% na comparação anual. Já o lucro operacional consolidado, incluindo a B2W, apresentou queda de 4,2%, eliminando com folga os ganhos da Lojas Americanas. 

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De mal a pior
Outro ponto ressaltado pelos analistas foi a injeção de capital no valor de R$ 643 milhões feita na B2W no ano passado. Para eles, esses recursos teriam sido mais bem empregados na modernização do formato de lojas e na expansão da cobertura a um ritmo superior ao crescimento médio de 11,9% na área das vendas nos últimos dois anos. 

Nem em um cenário de pequena melhoria nas operações da B2W ajudaria os resultados das Lojas Americanas, disseram os analistas Francisco Chevez e Manisha Chaudhry, em relatório. Os minoritários que detêm a participação restante de 41% na B2W têm compartilhado os prejuízos. Com isso, qualquer lucro potencial precisaria também ser repartido com eles. 

Possível aumento de participação na B2W
Chevez e Chaudhry não descartam a possibilidade da Lojas Americanas aumentar participação acionária na B2W, apesar da administração da companhia não ter declarado a intenção de fazê-lo.

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Nesse cenário pessimista, eles também se mostram preocupados com os concorrentes. O formato das Lojas Americanas já começa a ser equiparado por outras grandes redes de supermercados e drogarias, e necessita de atualização significativa, segundo os analistas.