HSBC rebaixa recomendação da Minerva, mas eleva o preço-alvo das ações

Corretora passa a adotar recomendação neutra para BEEF3, enquanto passa o preço-alvo de R$ 9,50 para R$ 12,00

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SÃO PAULO – O HSBC rebaixou a recomendação da Minerva (BEEF3) de overweight (exposição acima da média do mercado) para neutra. Entretanto, devido aos bons resultados e às projeções positivas, a corretora elevou o preço-alvo das ações da empresa, passando de R$ 9,50 para R$ 12,00 – uma alta de 26,32%. Contudo, de acordo com esse valor, o potencial para alta é de apenas 9,39% frente ao fechamento da última sexta-feira (24).

No acumulado do ano, os ativos da empresa já se valorizaram 116,91%, sendo influenciadas pelos fortes fundamentos da carne bovina no Brasil. Os analistas Pedro Herrera, Diego Maia e Ravi Jain, do HSBC, prevê que esta dinâmica positiva se mantenha no segundo semestre, mas entende que isto já esteja refletido na avaliação atual.

A equipe de análise projeta preços mais brandos para o gado no curto prazo, em consequência do aumento na oferta de animais, além de maior colocação do gado em confinamento e os primeiros sinais de liquidação do rebanho. Eles também destacaram a competitividade das exportações brasileiras, que aumentou por causa da menor oferta de gado nos principais exportadores, além da desvalorização do real.

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Apesar de prever uma dinâmica positiva para a empresa nos próximos meses, a corretora entende que isso mascara algumas preocupações. Por ser um setor cíclico, o cenário positivo do setor de carne bovina do Brasil está fadado a abrandar em algum momento, e o desempenho das ações da empresa devem sofrer com isso.

A Minerva continua sendo uma companhia alavancada, sendo que a equipe de analistas espera um nível elevado para o índice dívida líquida/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), chegando a 3,1 vezes no final de 2012. Por fim, a liquidez dos papéis da empresa continua baixa, sendo negociados a uma média de R$ 2,9 milhões por dia nos últimos seis meses.

Os analistas da corretora projetaram um aumento para as estimativas de receita, incluindo o aumento no preço da carne bovina. Além disso, eles traçam uma perspectiva de queda no preço no mercado interno da carne no segundo semestre, justificando que os produtores devem repassar o aumento dos preços de grãos, enquanto os produtores americanos compensarão a alta nos custos da ração aumentando os preços.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.