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SÃO PAULO – O HSBC elevou o preço-alvo para as ações da Hypermarcas (HYPE3), de R$ 9 para R$ 11, projetando um potencial teórico de valorização de 8,16% até o fim de 2012. Os analistas Francisco Chevez e Manisha Chaudhry, do banco inglês, mantiveram a recomendação neutra para os papéis da varejista, lembrando que mesmo com várias melhoras, ainda há questões a serem resolvidas.
“A Hypermarcas adotou medidas positivas ao consolidar sua posição como líder do setor de produtos farmacêuticos e de higiene pessoal, mas a visibilidade dos lucros continua sombria e a administração tem que restabelecer sua credibilidade antes de adotarmos uma opinião mais positiva a respeito da ação”, afirmam os analistas.
Segundo o HSBC, as medidas tomadas recentemente devem levar a um crescimento de 15% na receita e de 24% no lucro por ação, além de melhoras nas margens e Ebitda (geração operacional de caixa).
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Desinvestimentos são positivos
Os desinvestimentos são positivos para a empresa, na visão do banco, já que agora a companhia pode focar em divisões mais lucrativas e melhorar a sua execução. “A redução na alavancagem da companhia deve causar uma queda nas despesas com juros”, destacam os analistas.
A Hypermarcas usará os R$ 445 milhões da venda de ativos para reduzir sua dívida, abaixando em R$ 50 milhões a suas despesas com juros, para R$ 332 milhões. A venda das divisões de produtos de higiene doméstica e alimentos deve fortalecer a companhia, já que esses setores apresentaram uma deterioração nas tendências de receita em 2011.
Os analistas também projetam um crescimento de 14,5% nas receitas para 2012, uma vez que não são esperadas novas aquisições até o final deste ano.