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SÃO PAULO – O HSBC elevou a recomendação para as ações da Vale (VALE3) de neutra para overweight (acima da média do mercado), apontando quatro razões que mostram que as ações estão em momento de compra.
Além disso, o banco estimou um preço-alvo de R$ 48,50 para a VALE3, o que representa um upside de 22,78% se comparado ao fechamento desta quarta-feira (18).
O analista Jonathan Brandt afirmou em relatório que depois da forte queda de quase 17% no ano, o banco adotou uma atitude mais otimista com relação aos ativos da mineradora, considerando a provável melhora nos dados macroeconômicos da China. A expectativa inclui o PIB (Produto Interno Bruto) no segundo semestre de 2012 “ao mesmo tempo em que os preços do minério de ferro mostram um suporte de custos bem documentado nos níveis atuais do mercado spot”, afirma.
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Além disso, Brandt explica que a equipe de analistas do setor de commodities do HSBC acredita que a reação da oferta de minério de ferro provavelmente será defasada, o que eleva as premissas de preços para o médio prazo.
O analista cita ainda as reduções nos números do consenso, as quais foram citadas como risco na época em que o banco rebaixou a VALE5 para a recomendação neutra, em 10 de janeiro deste ano, provavelmente terminará depois de um primeiro trimestre fraco e das revisões para baixo nas projeções de preços de commodities no mercado em 2012.
“Acreditamos que, a menos que ocorra uma piora relevante nas condições macroeconômicas da China, afetando os preços das commodities, vemos pouco risco de continuidade nos rebaixamentos das projeções de lucros para a Vale em 2012”, destaca Brandt.
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Por fim, o analista cita a avaliação continua atrativa. “E é provável que o dividend yield de 6% seja sustentável nos próximos anos, em comparação a apenas 2,5% para o retorno dos títulos da dívida da Vale”, completa Brandt.
Ponderações
Apesar de considerar o cenário positivo para os ativos da mineradora, o analista deixa algumas ponderações que levaram a rebaixar a recomendação da ação anteriormente.
Entre estes fatores está a inexistência de crescimento da produção no curto prazo, os investimentos elevados nos próximos anos, os supostos impostos e royalties em atraso, além de outras formas de interferência do governo.