HSBC eleva preço-alvo das ações da Telesp para R$ 50, mas recomendação é neutra

Pontos positivos deverão superar pontos negativos; Vivo passa por momento bom, mas Telesp está defasada

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SÃO PAULO – O HSBC elevou o preço-alvo para as ações da Telesp (TLPP4) de R$ 41 para R$ 50, após a sua consolidação com a Vivo, embora tenha mantido a sua recomendação neutra para os papéis. 

Na visão dos analistas Richard Dineen e Sean Glickenhaus, a fusão deverá gerar bom, mas não grande crescimento, ressaltando a disparidade entre os momentos vividos pelas empresas. 

Telefonia móvel em expansão com Vivo…
A Vivo, lembram os analistas, é a líder do mercado de celulares no Brasil, tendo estabelecido ritmo na participação de receitas, margens superiores e crescimento do Ebitda (geração operacional de caixa), além de ter liderança precoce no “mercado estimulante” de dados móveis 3G. 

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Eles acreditam em um momento favorável, de vários anos, para o segmento de telefonia móvel, com penetração residual de serviços de voz associada à adoção dos dados, motivando o crescimento de receita no segmento. Todavia, Dineen e Glickenhaus, destacam que isso ameaça a MTR (taxas de uso da rede móvel), que no Brasil está em níveis muito altos frente o resto do mundo. 

Com isso, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) indicou cortes de 10% em 2011 e 10% em 2012 para essas taxas, com o intuito de ganhar tempo para que a agência possa orientar as taxas de rede móvel. 

… mas telefonia fixa da Telesp está morrendo
Enquanto a Vivo tem passado por esse bom momento, a Telesp tem enfrentado dificuldades, com pressão da substituição da linha fixa por linha móvel e fraca execução da empresa – o que inclusive levou a suspensão de vendas no segmento de banda larga, o que danificou a reputação da companhia. 

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Contudo, a concessão às operadoras de telefonia fixa para que estas possam oferecer serviços de televisão com a própria marca até o final do ano deverá gerar pacotes mais atrativos, o que deve melhorar as desconexões e aumentar poder de colocação de preços nos segmentos tradicionais de telefonia e banda larga da empresa. 

Outro ponto ressaltado pelos analistas é a entrada da GVT na cidade de São Paulo em 2012, trazendo nova concorrência ao setor. 

Fusão deve gerar produto intermediário
Essa fusão de empresas do mesmo porte, mas com desempenho tão discrepante – o banco projeta crescimento de 11% nas receitas da Vivo, mas 0% da Telesp – deverá então, gerar um resultado intermediário. 

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Com isso, os analistas Dineen e Glickenhaus projetam um crescimento intermediário da “nova Telesp” em 2011, consolidado em apenas 6%.