HSBC destaca dólar e bons preços para elevar recomendação e preço-alvo de SLC

Banco acredita que aréa plantada da companhia deve ter forte crescimento nos próximos anos, apoiada principalmente pelas recentes joint ventures com Soares Penido e Mitsui

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SÃO PAULO – Na última semana, o HSBC elevou sua recomendação para os ativos da SLC Agrícola (SLCE3), passando de neutra para overweight (acima da média do mercado), elevando também o preço-alvo, que passou de R$ 24,00 para R$ 27,50 – um potencial de alta de 29,11% em relação ao fechamento desta sexta-feira.

Entre os fatores creditados para essa mudança, o banco destaca um forte crescimento da área plantada, onde é esperada uma taxa de crescimento anual de 14% entre 2012 e 2015, puxada principalmente pelas recentes joint ventures com Soares Penido e Mitsui.

Outro fator que favorece a companhia é a recente valorização do dólar, que ajuda a companhia à medida que 80% de sua receita está atrelada à moeda norte-americana, enquanto apenas 40% de seus custos são afetados pela cotação da divisa. Pela análise do HSBC, uma desvalorização do real em 10% resultaria em uma melhoria de 280 pontos-base nas margens Ebit.

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Porém, eles ressaltam que a empresa possui hedge para uma parcela significativa de seus custos e receitas nas próximas safras, o que faz com que haja um intervalo de pelo menos seis meses antes que os benefícios da desvalorização do real sejam contabilizados pela SLC.

Bons preços de commodities
Em relação aos preços, o HSBC destaca que o valor da soja deve permanecer forte neste ano e no próximo. A expectativa é que os preços da commodity se mantenham robustos, motivados pela produtividade americana abaixo do previsto. Outro destaque é a produção de soja na China, que recuou a seu nível mais baixo desde 1993 em virtude da redução na área plantada, o que resulta no incremento das importações do país.

Já em relação ao algodão, o banco ressalta que os preços continuam superiores a US$ 0,80 por libra. “Embora a relação estoque/consumo de algodão tenha atingido um patamar recorde de 87% contra a média de 10 anos de 55%, os preços permaneceram sólidos em função da política de formação de estoques da China”, explica o HSBC.

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Eles ainda lembram que uma possível mudança na política em 2014 poderia pressionar os preços, mas os produtores no Brasil buscariam o preço mínimo de garantia do governo (inalterado em R$44,60/arroba desde 2003/04).

No último dia 25 de setembro, o CFO da empresa, Ivo Brum, em entrevista exclusiva à TV InfoMoney, sinalizou que espera um crescimento robusto para o ano (com possibilidade de ultrapassar o guidance de 310 mil hectares plantados em 2013/2014), em meio a formação de joint venture com a Mitsui e Soares Penido, além de apontar para o preço do papel, que atualmente está com um desconto de 30% quando comparado ao valor da empresa.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.