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SÃO PAULO – O aumento de capital da Lupatech (LUPA3) deve salvar a companhia financeiramente, mas não vai garantir a recuperação total na geração de fluxo de caixa no curto prazo, indica o HSBC.
Adotando essas premissas, os analistas David Phillips e Phillip Lindsay rebaixaram o preço-alvo das ações da companhia em 70,74%, indo de R$ 18,80 para R$ 5,50 – o que implica em um novo potencial de valorização de 44,74% em relação ao fechamento do último pregão. A recomendação foi mantida em overweight (desempenho acima da média).
Considerando o período relativamente longo de dificuldades financeiras da companhia, os analistas estimam que a possível falta de recuperação básica do Ebitda (geração operação de caixa) – em função da provável deterioração do segmento – é o principal risco para a empresa realizar uma recuperação total. Além disso, a apreensão com a possibilidede de a Petrobras (PETR3, PETR4) atrasar seus investimentos, impactando a demanda da Lupatech de modo geral.
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“Para comerçarmos a ver margens mais parecidas as do ano passado na companhia (entre 20% e 30%), seria preciso observar um período razoável de trimestres consecutivos com melhoria nas margens e crescimento da demanda/aumentos de utilização”, destacam os analistas em relatório.
Phillips e Lindsay ressaltam, contudo, que a “nova Lupatech” finalmente está mostrando sinais de recuperação após o seu resgate financeiro no início do ano – assumindo 125 milhões de novas ações a R$ 4,00 cada, com um levantamento de capital total de R$ 500 milhões. A companhia anunciou ainda mudanças na administração e incorporação da operação de serviços em poços da San Antonio Brasil.