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SÃO PAULO – O HSBC aumentou a recomendação e preço-alvo para as ações da Hypermarcas (HYPE3), destacando que a fabricante é uma das poucas alternativas para se apostar no aumento potencial do consumo de produtos farmacêuticos no Brasil.
Depois de atualizar as estimativas para a empresa, o banco passou a classificar HYPE3 como “overweight” (acima da média do mercado), em vez de “neutra”. O preço-alvo para dezembro de 2013 subiu de R$ 15,00 para R$ 19,00, com potencial de alta de 23,70% sobre a cotação de fechamento de quinta-feira (22).
Os analistas Luciano Campos e Caio Moscardini, que assinam o relatório, acreditam que a ação da Hypermarcas apresenta um desconto excessivo e que a avaliação de P/L (preço sobre lucro) de 20 vezes para 2012 ainda é atrativa, considerando uma taxa de crescimento anual no LPA (lucro por ação) entre 2012 e 2016 em torno de 45%.
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“O desempenho operacional da Hypermarcas nos nove primeiros meses de 2012 sugere que os problemas de rebalanceamento de canais observados em 2011 estão agora solucionados e a empresa hoje registra crescimento e geração de fluxo de caixa operacional mais sustentáveis” acrescentam.
Perspectivas
Para os próximos cinco anos, os analistas prevêem uma taxa de crescimento anual na receita de 12%, dividida entre 19% na divisão Farma e 4,3% na divisão de Consumo. No ano que vem, o HSBC vê uma retração de cerca de 5% na receita deste último segmento, por conta da recionalização da carteira de produtos, de 58 para 34 marcas.
A estimativa de receita, com uma expansão modesta da margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e Ebitda), de aproximadamente 1,5%, leva a um aumento anual no Ebitda (geração operacional de caixa) de 13,5%, conforme as projeções do banco.