HRT adia perfuração na Namíbia e espera notícias relevantes para este mês

Petrolífera espera para os próximos dias anunciar a conclusão do processo de farm-out na Namíbia e divulgar o relatório de certificação sobre as reservas

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SÃO PAULO – A HRT Petróleo (HRTP3) revelou nesta terça-feira (13), em teleconferência com analistas, que a perfuração na área offshore da Namíbia foi adiada para o primeiro trimestre de 2013. Em maio, a companhia admitia que o processo poderia ter início ainda neste ano.

Segundo a empresa, essa mudança ocorre por conta de questões logísticas. “A Transocean confirmou que vamos receber a [sonda] Transocean Marianas em janeiro de 2013. (…) Estamos prontos, podemos começar a perfurar assim que a sonda chegar a nós”, disse Wagner Perez, diretor-presidente da HRT America.

A sonda terá que fazer uma inspeção obrigatória de 21 dias. Como o prospecto de Wingat é o mais próximo do local de inspeção, a perfuração começará por ela. Além disso, “Wingat é quem tem a maior chance de sucesso geológico para encontrar óleo”, disse Marcio Mello, diretor-presidente da petrolífera.

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Novembro: um mês movimentado
Contudo, atravessando um bom momento no mercado acionário, com alta próxima a 32% nos últimos 30 dias, os próximos dias ainda reservarão notícias decisivas para a HRT. Os executivos reforçaram que a empresa terá o relatório de certificação sobre as reservas da Namíba, elaborado pela D&M, até o fim deste mês, no mais tardar no início do próximo.

Além disso, as negociações para o farm-out na Namíbia, isso é, a venda de participação em blocos, estão em estágio final e também devem ser concluídas neste mês, anunciou Wagner Perez. Apesar disso, Perez disse não poder fornecer mais detalhes, como a quantidade de blocos negociados ou valores.

Redução na queima de caixa
Também sobre perspectivas, a companhia ressaltou que dará continuidade ao projeto de controle de custos, que já levou a corte de pessoal, renegociação de contratos com fornecedores, redução nos custos de logística e de sondas, que passaram de quatro para duas, entre outras medidas.

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Com isso, a meta da diretoria é ter uma taxa de queima de caixa menor neste último trimestre. Entre julho e setembro a taxa de R$ 2 milhões por dia já foi reduzida em 34% na comparação trimestral.

Ainda segundo o diretor-financeiro e de Relações com Investidores, Carlos Tersandro, a HRT Petróleo possui uma sólida posição de caixa, o que permite à empresa conduzir suas operações por ao menos três anos.