Coletiva

“Há um pessimismo exagerado do investidor brasileiro”, diz presidente da Bovespa

Presidente da BM&FBovespa fala em coletiva de imprensa sobre o balanço do primeiro trimestre

arrow_forwardMais sobre
Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – “Há um pessimismo exagerado do investidor brasileiro”. Dessa maneira, o presidente da BM&FBovespa (BVMF3) iniciou a coletiva de imprensa sobre o balanço do primeiro trimestre que ocorreu nesta sexta-feira (15) na sede da Bovespa.

“Óbvio que sabemos dos desafios que o país tem pela frente, a inflação está alta e o nível de atividade em queda, mas há um movimento de correção. Há em curso um ajuste fiscal. O governo já manifestou interesse em um grande pacote de concessões”, disse o presidente da Bolsa.

Ele destacou que os estrangeiros já perceberam isso, visto o saldo positivo de abril, o maior em mais de dois anos, e viraram a mão (ficando comprados em Bolsa). “E, nós, como os estrangeiros, não temos muito tempo para pessimismo”, comentou.

Para ele, esse movimento que iniciou com os estrangeiros, de perceber que o cenário no Brasil está melhorando, pode abrir espaço também para novos IPOs (Initial Public Offering) para o segundo semestre. Atualmente, há uma oferta à caminho. Nesta semana, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) concedeu à FPC Par Corretora de Seguros, empresa que tem entre os sócios a Caixa Econômica Federal e a GP Investments, registro de companhia aberta.  

“Nessa virada de mão dos estrangeiros percebemos que há no País espaço para além da Par mais ofertas esse ano”, disse, lembrando que o capital externo fica  com cerca de 70% de todas as grandes colocações de ofertas de ações que ocorrem no Brasil. “O governo está precisando de receita e uma forma de captar é através das estatais. Por isso vemos hoje como possível outros IPOs”, complementou. Atualmente, além da Par, há interesse de abertura de capital da Infraero. 

Interessa da Bolsa na AL

Além disso, Edemir comentou ainda sobre o interesse da Bovespa em adquirir participação em outras Bolsas da América Latina, depois de alcançar uma fatia de 8% na Bolsa de Santiago. Segundo ele, a empresa deverá iniciar aquisições de fatias em até outras duas Bolsas até o final do primeiro semestre. “Nossa intenção é adquirir alguma participação em todas as Bolsas dos países da América Latina até o limite permitido”, disse. Depois do Chile, as próximas deverão ser as Bolsas do Peru e Colômbia. Além dessas, Argentina e México também estão no radar da companhia. “Esse é um projeto de longo prazo”. 

Aprenda a investir na bolsa

Segundo ele, o objetivo é fortalecer os mercados da América Latina, dado que os volumes negociados hoje ainda são muito pequenos. “Queremos levar nosso expertise e know-how para esses países. Hoje, temos nossa própria plataforma de negociação, a Puma, e sistema de risco. Podemos então oferecer nossos produtos para quem tenha interesse”, comentou. “Mas, por enquanto, a Bolsa vai focar apenas em adquirir participação nesses mercados para depois pensar em ganhar alguma receita”.

A decisão da BM&FBovespa de ingressar na América Latina foi tomada em junho do ano passado, quando se aproximava o fim de um ciclo de investimentos da companhia, na ordem de R$ 1,5 bilhão. Dois bancos de investimentos, então, foram contratos para assessorar os negócios.

PUBLICIDADE