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Jorge Paulo Lemann criou 6 filhos: o que tem a ensinar sobre isso

Deixar os filhos errarem é um dos principais conselhos do bilionário

Jorge Paulo Lemann
(Divulgação)

SÃO PAULO - O estilo de gestão do bilionário Jorge Paulo Lemann é mais do que conhecido. Na noite desta quarta-feira, num evento reservado da Fundação Estudar, ele falou sobre um tema diferente: contou que estilo adotou para criar seus seis filhos.

O mais importante, afirmou, é deixar os filhos errarem, aprenderem com isso e “encontrarem seu próprio caminho”. “Muitos pais com recursos financeiros não deixam seus filhos errarem. Mas isso é fundamental: aprende-se muito errando”, disse.

Lemann admitiu que nem sempre foi tão desapegado, mas que aprendeu que essa era a melhor alternativa. “Os filhos precisam tomar suas próprias decisões”, disse. Mas acrescentou: “Se possível, é bom que sejam excelentes no que fazem”.

Dono de uma fortuna de US$ 23 bilhões – o que faz dele o segundo brasileiro mais rico, segundo o ranking da revista Forbes –, Lemann disse que nunca encontrou “moleza” no mundo dos negócios. “É preciso se dedicar muito para conquistar as coisas.”

Seus filhos têm carreiras distintas. Para ficar em dois exemplos. Jorge Felipe Lemann fez carreira no mercado financeiro – entre outras coisas, ele fundou a corretora Flow, que foi comprada pelo banco Brasil Plural em 2011. Depois disso, migrou para o setor imobiliário e fundou a incorporadora JFL Realty.

Marc Lemann fundou a Go4it, uma empresa de gestão de ativos esportivos, além de representar atletas e marcas. É a agência do campeão mundial de surfe Gabriel Medina e dos jogadores de futebol Thiago Silva e Daniel Alves, por exemplo. Também representou o jogador Neymar quando ele fechou um contrato de patrocínio com a Rico Investimentos.

O que preocupa o bilionário

Dono da cervejaria AB InBev e sócio do 3G, grupo de investimentos que controla e empresa de alimentos Kraft Heinz e a rede de lanchonetes Burger King, Lemann disse que a continuidade de seus negócios – e da Fundação Estudar – é o que mais o preocupa.

“É difícil ver uma empresa que consiga se manter entre as maiores e melhores por mais de 50 anos. Mas tenho esse objetivo”, disse.

O modelo de gestão do 3G vem sendo questionado, e as críticas ganharam força depois dos resultados ruins da Kraft Heinz, que teve um prejuízo de US$ 12,6 bilhões no quarto trimestre de 2018. Em abril, a empresa anunciou uma troca de comando: Bernardo Hees foi substituído por Miguel Patricio, que veio da Na InBev e assumiu deixando claro não ser um executivo do 3G.

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