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Huawei pune funcionários que usaram iPhone para postar no Twitter oficial da empresa

A empresa chinesa desejou um "Feliz #2019" para os seus seguidores, mas o tuíte estava marcado como "enviado via iPhone"   

Huawei
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A Huawei, concorrente chinesa da Apple, puniu dois funcionários por desejarem felicitações de ano novo na conta oficial da fabricante no Twitter usando um iPhone, segundo um documento interno a que a Reuters teve acesso.

A empresa chinesa, cujos aparelhos da série P competem com o smartphone da Apple, desejou um “Feliz #2019” para os seus seguidores, mas o tuíte estava marcado como “enviado via iPhone”.

O tuíte foi rapidamente removido, mas o erro foi ironizado pelos usuários nas redes sociais. "O traidor se revelou", brincou um usuário no blog Weibo, em um comentário que teve mais de 600 curtidas.

No documento da Huawei, datado de 3 de janeiro, o vice-presidente sênior corporativo e diretor do conselho Chen Lifang disse que "o incidente causou danos à marca Huawei".

A fabricante chinesa afirma que o erro mostrou falta de procedimento e supervisão da administração. A empresa rebaixou os funcionários responsáveis de cargo e reduziu seus salários em 5 mil yuans (cerca de R$ 2.740).

O erro se deu porque o funcionário responsável pelas mídias sociais “teve problemas com VPN [rede privada virtual] ” no computador da sua mesa. Então usou um iPhone para enviar a mensagem à meia-noite,  diz a Huawei.

O Twitter, como vários serviços estrangeiros, incluindo o Facebook e a Alphabet (dona do Google), está bloqueado na China, onde a Internet é fortemente censurada. Para obter acesso, os usuários precisam de uma conexão do tipo VPN, que permite comunicação com centros de dados fora do país.

A Huawei, que superou a Apple como segunda maior fabricante de smartphones do mundo em volume entre janeiro e setembro de 2018, se recusou a comentar questões internas quando contatada pela Reuters.

Não é a primeira vez que o uso do produto da Apple causa motivo de constrangimento. Hu Xijin, editor-chefe do jornal diário chinês Global Times, foi ridicularizado na internet no fim do ano passado depois de usar seu iPhone para expressar seu apoio à Huawei e à parceira doméstica ZTE.

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