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Cielo tem mais riscos que oportunidades com regulação nova, diz Credit

Lojistas deixarão de ser obrigados a fazer operações que antecipam o recebimento do dinheiro de vendas por cartões de crédito com uma única instituição financeira  

Cielo 01 - Fachada empresa
(Divulgação Cielo)

SÃO PAULO – Foi anunciada ontem pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), a regulação do uso de recebíveis como colateral de crédito. Todas as adquirentes obrigatoriamente terão de seguir as novas definições, que, entre outras novidades, impedem uso excessivo de colateral.

A partir do fim de janeiro, quando entra em vigor a resolução, o saldo dos recebíveis antecipados necessariamente será depositado em uma conta no domicilio bancário, e o banco terá 2 dias uteis para decidir se repassa ao lojista ou se vai exercer o colateral.

As regras novas também abrem espaço para concorrência. Os lojistas deixarão de ser obrigados a fazer operações que antecipam o recebimento do dinheiro de vendas por cartões de crédito com uma única instituição financeira. Essa exclusividade antes era conhecida como “trava bancária”.

Já analistas do Credit Suisse dizem que adquirentes como Cielo (CIEL3), Stone e Pagseguro têm mais a perder que a ganhar com estas novidades. “Acreditamos que o varejista não terá incentivo [para antecipar recebíveis], dada a transferência do saldo ao domicilio bancário”, escreveram os especialistas no setor.

A notícia é vista como “marginalmente negativa no curto prazo, já que o maior apetite de crédito dos bancos pode trazer mais competição para o volume de pré-pagamentos das adquirentes”. No entanto, “no longo prazo não enxergamos impacto relevante, uma vez que o sistema já estava programado para trocar com a implementação da central de recebíveis”, dizem.

Para Rafael Frade, do Bradesco BBI, a competição realmente deve ser intensificada com a novidade. “Há algum tempo a Cielo vem sofrendo competição intensa com inúmeros novos entrantes”, diz. Ele espera uma queda brusca no yield da empresa, com retomada apenas no quarto trimestre de 2019.

Considerando a estratégia de derrubar os preços anunciadas pela empresa, Frade mantém recomendação neutra, mas reduz o preço alvo para R$ 16, ante R$ 19.

Nesta quinta-feira (20), a ação da empresa abriu em queda de 0,19%, ante alta de 0,86% do Ibovespa. O papel sofre baixa de 55,70% no acumulado do ano. Para investir em ações com corretagem zero, clique aqui e abra uma conta na Clear. 

 

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