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Brasileirão x Copa do Brasil: "riqueza" dos times define qual campeonato ganham

A pesquisa mostra que o tamanho das receitas dos clubes brasileiros influencia em quantos e nos tipos de títulos que os times ganham    

Cruzeiro - futebol
(Divulgação)

SÃO PAULO - A conclusão é clara: onde há dinheiro, há mais troféus no futebol, segundo um estudo feito pela consultoria Grafietti, Cesar F&MC. A pesquisa mostra que o tamanho das receitas dos clubes brasileiros influencia em quantos e nos tipos de títulos que os times ganham.

Na prática, a tendência é que os clubes com maiores receitas tenham elencos melhores e mais equilibrados capazes de vencer competições mais longas - caso do Campeonato Brasileiro. Por outro lado, times com menores receitas têm mais chance em títulos com poucos jogos e muita pressão emocional, no esquema eliminatórias, como a Copa do Brasil.

Considerando o período de 2010 até 2018, o estudo mostra os times que ganharam ambos os campeonatos e suas receitas. Confira:

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Os três blocos foram divididos baseados na receita média formada com a anual corrente e a do ano anterior. Ou seja, para analisar 2015, por exemplo, foi considerada a receita de 2015 e 2014 e a média entre elas foi utilizada.  

Enquanto no Brasileirão há predominância de clubes do primeiro bloco, no grupo azul predominam clubes do bloco intermediário. Na Libertadores há algum equilíbrio.

Na prática, quem tem menos receita, tem menos dinheiro para investir em um grande elenco e por isso faz um trabalho voltado para campeonatos no estilo da Copa do Brasil, como acontece com o Cruzeiro, por exemplo, que ganhou este ano.

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Supremacia dos ricos

Outro recorte do estudo mostra a relação entre o aumento de receitas e os resultados dentro de campo. De fato, é comprovado que times como Palmeiras e Flamengo mudaram o patamar de colocação no Campeonato Brasileiro com a entrada de mais dinheiro nos respectivos caixas.

Para entender a relação veja o gráfico abaixo com as seis maiores receitas dos times brasileiros entre 2010 e 2017:

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Entre as melhores receitas,considerando os números de 2017, vê-se a inclusão de Flamengo e Palmeiras. São dois clubes irregulares, mas que têm uma semelhança: o Palmeiras a partir de 2015 e o Flamengo a partir de 2016 passaram a ter desempenho esportivo em ascensão - após a entrada de mais dinheiro.

O Corinthians apresenta um comportamento diferente. Sua receita tem desempenho de gangorra, após o pico em 2012, o clube que foi perdendo dinheiro ao longo do tempo.

As receitas caíram até 2014 e depois foram se recuperando lentamente, abaixo de valor máximo inicial - e em consequência, o desempenho esportivo oscilou muito.

Já o São Paulo não consegue se manter no alto mesmo com receitas elevadas. Depois do vice-campeonato de 2014 mostrou desempenho descendente até 2017. Em 2018 reverteu a tendência, mas mesmo assim perdeu força no segundo turno do campeonato brasileiro.

Quando se trata do Grêmio, o desempenho esportivo do time também oscila bastante, mas ficou, em muitos momentos, na parte de cima da tabela. As receitas foram crescendo no período, bem como os custos, mas isso não gerou grandes alterações no desempenho esportivo. O clube acabou vencendo copas e em parte abandonando o Brasileiro, o que impacta na avaliação do desempenho esportivo dos últimos anos.

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Segundo o estudo, o futebol brasileiro está vendo nesses três últimos anos um reforço do posicionamento financeiro dominante de Palmeiras e Flamengo, que pode resultar em mais títulos.

Cada vez mais, a lógica proposta no estudo se consolida: times com mais dinheiro ganham mais títulos. O que pode soar contraditório, considerando que os chamados “grandes clubes” já possuem as maiores receitas, um ciclo vai sendo criado e os clubes com menos dinheiro vão ficando cada vez mais para trás.

 

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