Gradiente volta a disparar com lançamento do novo iPhone; ação sobe 31% em 2 dias

Papéis seguem forte movimento da véspera, quando subiram 11%; empresa marcou lançamento de sua nova versão do iPhone para outubro deste ano

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SÃO PAULO – As ações da IGB Eletronica (IGBR3), dona da Gradiente, voltaram a disparar no pregão desta terça-feira (30) em meio a sua batalha contra a Apple ao lançar na véspera sua nova versão do iPhone, modelo C600, que chegará ao mercado em outubro deste ano. Os papéis da companhia fecharam em alta de 17,7%, a R$ 7,70. 

Chamou atenção também o forte movimento financeiro do papel, que atingiu R$ 335,1 mil – o maior volume diário desde 6 de fevereiro deste ano -, enquanto a média diária dos últimos 21 pregões gira em torno de R$ 59 mil. 

Na véspera, as ações da empresa dispararam 11,41%, fechando o pregão a 6,54, após terem batido na máxima do dia valorização de 12,27%, a R$ 6,59. E nesses dois dias, a alta supera 31%.

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O lançamento do novo smartphone da Gradiente conta com uma novidades como suporte para receber dois chips SIM, que podem receber chamadas simultaneas, tela de 5 polegadas com resolução em HD (High Definition), câmera de 13 megapixels, processador Qualcomm, snapdragon S4, dual core 1.4 GHz e memória interna de 8 GB com capacidade de expansão para até 40 GB. “Além de configuração superior, o preço será a metade do rival”, afirma a empresa. 

Atualmente, há dois processos em andamento no Brasil que envolvem ambos os lados. Em um deles, que ocorre no Rio de Janeiro, a Apple pede ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) que a marca iPhone não pertença mais à IGB Eletronica. No segundo, que acontece em São Paulo, a Gradiente acusa a Apple de “má-fé” por utilizar indevidamente a marca iPhone desde 2008.

Segundo a Gradiente, a solicitação de suspensão das vendas no iPhone ainda não foi aceita pela Justiça, mas a disputa não vai acabar tão cedo. “A Apple não pode usar a marca e, caso use, é indevidamente. Por isso, estamos brigando na Justiça”, comenta a empresa. “Buscamos o melhor acordo com a empresa (Apple), e se houver uma indenização, esse valor só será aceito se for o melhor para os nossos acionistas. Embora ainda não esteja estipulado, o montante será com base no faturamento da Apple até agora no Brasil, de R$ 8 bilhões”, complementa. 

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A briga em torno da marca iPhone começou no ano passado, quando a Gradiente lançou seu smartphone “G Gradiente iPhone”. O lançamento aconteceu pouco tempo antes da data em que o registro da marca expiraria se ela não fosse usada. Embora seja utilizado pela Apple em todo mundo para nomear seu celular, no Brasil, pertence à Gradiente, que registrou em 2008.