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SÃO PAULO – Diante do aumento no endividamento da Petrobras (PETR3, PETR4), cresceram as preocupações tanto do mercado quanto da própria estatal com relação ao grau de investimento dado pelas agências de classificação de risco para a petrolífera.
“Temos uma apreensão muito grande em relação ao nosso grau de investimento”, disse Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, em teleconferência com analistas nesta terça-feira (5). A relação entre dívida líquida/Ebitda passou de 2,42 vezes no terceiro trimestre para 2,77 vezes no final de 2012.
As agências de classificação de risco costumam acender o sinal amarelo para uma revisão na nota de investimento de uma empresa quando a relação passa de 2,5 vezes, tornando-se insustentável a partir de 3,0 vezes.
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A perda do nível de investimento da Petrobras dificultaria, por exemplo, novas captações para a empresa, em um momento no qual ela precisa de uma grande quantidade de recursos para dar continuidado ao programa de investimentos.
Graça Foster diz sentir que as agências de classificação de risco não estão com um senso de urgência para revisar a nota da Petrobras, mas diz que a empresa coloca um senso de urgência para ela mesmo.
“Estamos permanentemente apreensivos e nos perguntando o que fazer, mas temos muita tranquilidade para implementar o que tem que ser implementado”, afirma a presidente da companhia.