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SÃO PAULO – Em entrevista coletiva com jornalistas no Rio de Janeiro, a presidente da Petrobras (PETR3;PETR4) assumiu publicamente que deixou o seu cargo à disposição de Dilma Rousseff, e mais de uma vez. “Conversei com Dilma, uma, duas, três vezes”, disse Graça.
“Minha motivação é não travar a assinatura do balanço”, afirmou a presidente da estatal. Vale ressaltar que, hoje, matéria da Folha de S. Paulo destacou que a executiva deixou o seu cargo à disposição para que a auditora PwC aprovasse o balanço.
Ela afirmou ainda que irá “permanecer enquanto tiver a confiança da presidente” e ressaltou que “há pessoas preparadíssimas para nos substituir [ela e aos diretores]”. “Não temos receio da verdade, não temos”.
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Ela disse ainda que a Petrobras passará 2015 com caixa bastante confortável e pode fazer captações eventuais se houver boa oportunidade.
Graça ainda fez um apelo, destacando que “é urgente que o governo se posicione” para resolver o impato da Lavo-Jato nas grandes empresas. Isso porque a Petrobras
precisa “urgentemente” dos trabalhos em estaleiros. E disse que a Petrobras não está batendo na porta do governo para pedir dinheiro, mas sim para pedir soluções.
“Empresas precisam voltar ao mercado para atender demandas da Petrobras, ou então vamos ter licitações internacionais a toda hora”, afirmou.