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RIO DE JANEIRO – O Goldman Sachs manteve a recomendação de compra para os papéis da Petrobras e aumentou o preço-alvo das ações preferenciais (PETR4) de R$ 22 para R$ 24,2, em relatório em que colocou a estatal na lista de destaque do setor de energia na América Latina.
O preço-alvo das ações ordinárias (PETR3) também foi elevado, para R$ 23,3, ante R$ 21,2. Às 13h28, as ações preferenciais subiam 3,8%, enquanto as ordinárias avançavam 3,6%. Na máxima do dia, os ativos chegaram a se valorizar 4,65% e 4,59%, respectivamente.
O preço-alvo já inclui a incorporação dos quatro novos contratos que serão firmados entre Petrobras e governo para a produção de volumes excedentes de quatro campos da Cessão Onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos.
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“Nós não vimos os termos contratuais econômicos (do excedente da cessão onerosa) como negativos”, afirmou o relatório do banco, em meio a uma série de avaliações negativas do mercado.
Segundo o banco, a Petrobras pôde adquirir volumes adicionais de barris, assegurando o crescimento da produção para depois de 2025 com termos relativamente atrativos, além de resolver o problema do novo cálculo necessário para a aquisição de volumes adicionais.
Já sobre a situação financeira da Petrobras, o banco espera uma melhoria nas condições entre 2015 e 2016 –conforme meta já traçada pela estatal– em comparação com 2014, independentemente do resultado das eleições presidenciais, que têm movimentado os papéis da empresa.
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Isso considerando que a estatal enfrenta flexibilidade limitada do ponto de vista de alavancagem.
A expectativa do Goldman Sachs é que a Petrobras não deve ajustar os preços dos combustíveis neste ano, e avalia como consistente as chances de um aumento de preços de 4,7% em 2015.
“Destacamos que cada aumento de 1% nos preços dos combustíveis representa mais R$ 0,85 para o nosso preço-alvo”, afirmou o relatório.
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O banco ressaltou ainda que o fluxo de notícias em torno da publicação de pesquisas eleitorais deve continuar a ter um impacto sobre os preços das ações da Petrobras na bolsa, como tem acontecido desde o primeiro trimestre deste ano.
Para o Goldman Sachs, as principais preocupações para os papéis da empresa incluem efeitos de desvalorizações cambiais que não são compensados ??por aumentos de preços de combustível no mercado interno.
No mesmo relatório, o Goldman também manteve recomendação “neutra” para os papeis da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP).
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O banco destacou que a empresa está muito exposta a dois projetos: Campo de Atlanta, na Bacia de Santos, e o Campo de Manati, onde produz gás com parceiros.
“Um maior nível de diversificação da produção nos faria ver QGEP de forma mais positiva”, afirmou o banco.