Recomendação

Goldman Sachs corta Petrobras para venda; Cosan é única com compra

A revisão do banco para Petrobras reflete perspectiva menor para o preço do petróleo, que passou para US$ 55 o barril em 2020, contra US$ 70 o barril, anteriormente

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*CORREÇÃO: o Goldman Sachs revisou sua recomendação para Petrobras de neutra para venda.

SÃO PAULO – O Goldman Sachs cortou nesta segunda-feira (18) a recomendação da Petrobras (PETR3; PETR4), de neutra para venda, diante de perspectivas de preço de petróleo mais baixo para frente. A única do setor de energia que ainda segue com recomendação de compra pelo banco é a Cosan (CSAN3), mas teve seu preço-alvo para os próximos 12 meses ajustado de R$ 38,00 para R$ 36,00.

A revisão do banco para Petrobras reflete perspectiva menor para o preço do petróleo, que passou para US$ 55 o barril em 2020, contra US$ 70 o barril, anteriormente. Além da recomendação, o Goldman cortou o preço-alvo dos papéis ordinários da companhia de R$ 10,00 para R$ 8,10, enquanto o dos papéis referenciais passou de R$ 12 para R$ 10. 

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 Para os analistas do banco Felipe Matar, Sergio Conti e Bruno Pascon, os papéis da Petrobras já andaram muito na Bolsa, superando em 9,8% seus pares na América Latina e em 44,8%, no índice MSCI América Latina, enquanto os preços do Brent, petróleo negociado em Londres e usado como referência pela estatal, seguem baixos e o crescimento da produção de petróleo tende a ser mais modesto, o que não deve ser suficiente para reduzir o nível de alavancagem da empresa no período (de 75% a 80% o valor da empresa). 

Enquanto isso, eles ressaltaram que os esforços da companhia para melhorar sua estrutura financeira e reduzir a alavancagem, sob um preço de petróleo mais baixo, depende de múltiplas alternativas de desinvestimentos que deveriam ultrapassar o atual indicador dívida líquida/Ebitda, que mensura em quantos anos a empresa conseguirá quitar sua dívida líquida através da geração de caixa, de 4,8 vezes para 6 vezes, e a fórmula de reajuste dos preços dos combustíveis no mercado interno. 

Entretanto, “ambas as alternativas são difíceis de se antecipar devido ao preço baixo do petróleo e a restrição macroeconômica existente do Banco Central de tentar convergir a inflação para o centro da meta de 4,5%”, comentaram.