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SÃO PAULO – A GOL (GOLL4), que divulgou nesta manhã os resultados do segundo trimestre de 2011, admite estar em dificuldades. Há pouco, a companhia realizou a teleconferência dos resultados do período, sob o comandado do presidente Constantino de Oliveira Júnior e com a participação do CFO, Leonardo Porciúncula Gomes Pereira, e do diretor de mercado de capitais, Edmar Lopes.
A empresa fechou junho com um prejuízo de R$ 358,7 milhões, contra um montante também negativo 12 meses antes, de R$ 51,9 milhões. O principal fator que pressionou o balanço foi a alta de gastos operacionais. Os portavozes da empresa afirmaram que a GOL passa por problemas sérios atribuídos a elevada competitividade do mercado.
Recompra de ações
Uma das formas encontradas para promover a recuperação foi a recompra de parte das ações da companhia, anunciada nesta sexta-feira. A companhia entendeu que o papel não estava devidamente avaliado.
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A GOL disse também que poderá utilizar uma instituição financeira, ainda não confirmada, para a recompra de ações. Esta retirada de papéis não prevê saques do caixa da companhia que, por sua vez, assumiria o risco de volatilidade. É também intenção da aérea manter a demanda com tarifas competitivas, porém buscará também valorar suas ações corretamente no mercado.
Entre as medidas, a GOL busca uma recuperação nos yields (indicador de tarifa) entre 4% e 5% nos próximos meses. Há ainda a expectativa de que as pressões com combustíveis e tarifas de aeroportos sejam aliviadas daqui pra frente e ajudem nos próximos resultados.
Por fim, a companhia acredita que o terceiro trimestre deste ano ainda virá com pressões negativas. O retorno das medidas de economia, anunciadas nesta sexta-feira e que devem reduzir as despesas em R$ 650 milhões, só poderão ser sentidas a partir do quarto trimestre.