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SÃO PAULO – O desempenho das ações de companhias do setor imobiliário vem chamando a atenção do mercado no pregão desta terça-feira (21). O destaque fica para a Gafisa (GFSA3), cujos papéis aparecem entre os maiores ganhos no Ibovespa, registrando valorização de 5,38%, fechando a R$ 4,11. Os ativos seguem na contramão do principal benchmark da bolsa brasilieira, que registrou queda de 0,62%, 58.917 pontos.
Para o analista da SLW Corretora, Erick Scott, as ações da imobiliária vêm sendo impulsionada por rumores de que a companhia estaria negociando a venda de parte da Tenda – incorporadora do grupo que atua no mercado brasileiro com foco no segmento econômico – para o Governo.
“As altas das ações da Gafisa vem sendo puxadas por especulações de que a companhia estaria negociando com o Governo a venda de parte da Tenda, por meio da Caixa Econômica Federal”, explica o analista. Vale mencionar que, com a valorização desta terça, os ativos GFSA3 já acumulam ganhos de 70,54% somente nos últimos 30 dias.
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O sócio-diretor da TBCS, Marcelo Cincão, destaca ainda o balanço positivo mostrado pela Gafisa no segundo trimestre de 2012, quando reverteu prejuízo com lucro de R$ 1 milhão no período e que vem contribuindo para o desempenho positivo das ações.
Ações estão baratas
Além da Gafisa, outras companhias do setor imobiliários chamam a atenção pelo bom desempenho no pregão. O destaque ficou com os papéis da Brookfield (BISA3) que lideraram os ganhos com alta de 7,38%, terminando a R$ 3,93. Outra construtora a chamar a atenção foi a PDG Realty (PDGR3), que terminou com valorização de 1,08%, aos R$ 3,75, após registrarem alta de 6,74% no intraday, aos R$ 3,96.
Scott explica que os papéis do setor estão bastante descontados, o que leva as ações de outras companhias do setor a acompanharem os ganhos da Gafisa. “Não vi mais nada de novo que pudesse impulsionar essees papéis, mas quando surgem rumores como esse outras ações do setor acabam acompanhando”, afirma.
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“Além disso, as ações de imobiliárias sofreram bastante com as oscilações do mercado e podem estar dando sinais de recuperação dessas perdas”, completa Cincão.
Vale destacar, no entanto, a queda dos papéis da MRV (MRVE3), que recuaram 3,87% no pregão, cotadas a R$ 11,43. Para os analistas, não há um motivo específico para a desvalorização. “São as oscilações do mercado mesmo, não vejo um motivo específico para a queda dos papéis da MRV”, explica Scott.