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SÃO PAULO – Após fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego e procuradores do Ministério Público do Trabalho flagrarem cinco bolivianos trabalhando para uma fornecedora da Lojas Americanas (LAME4) em condições análogas a de trabalho escravo, a varejista cancelou os contratos com a empresa, informa a empresa em nota.
Os bolivianos trabalhavam em uma oficina clandestina nos fundos do quintal de uma área residencial de Americana, no interior de São Paulo, para a HippyChick Moda Infantil Ltda. A única cliente da oficina era a Lojas Americanas, informou a Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, em comunicado.
As roupas fornecidas pela HippyChick e comercializadas pela Lojas Americanas recebiam a etiqueta “Basic+ Kids”. A denúncia foi feita pela Polícia Federal. Após a vistoria, a HippyChick recebeu 23 multas do Ministério do Trabalho por irregularidades, como trabalho em condição análoga a de escravos, terceirização ilegal, falta de segurança e de saúde no trabalho, entre outras.
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Já a responsabilidade da Lojas Americanas está sendo avaliada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério Público do Trabalho. “A Lojas Americanas repudia qualquer tipo de trabalho realizado em condições degradantes, assim como desconhecia o que foi verificado pelo Ministério Público do Trabalho”, responde a varejista.