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SÃO PAULO – Com uma visão positiva sobre a estruturação do setor de energia elétrica brasileiro, a agência de classificação de risco Fitch elevou o rating da CPFL (CPFE3) e sua subsidiária CPFL Paulista para AA+, frente à antiga classificação de AA. A perspectiva, contudo, foi alterada de positiva para estável.
Para a Fitch, o segmento de atuação da CPFL mostra-se fortalecido, após resistir à crise econômica e consolidar o perfil seguro frente à mudanças regulatórias. A empresa mostra-se bem posicionada no setor, como principal grupo elétrico privado brasileiro.
Além de manter um crescimento sustentado de clientes, indicadores operacionais comprovam a eficiência de gestão da companhia, segundo a Fitch. Mesmo com uma política agressiva de distribuição de dividendos e investimentos recentes, por exemplo, a alavancagem da empresa permanece baixa.
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Ao mesmo tempo, a Fitch não vê os índices de alavancagem da companhia em queda nos próximos anos, considerando que os “ambiciosos investimentos” devem continuar e também um possível movimento de fusões e aquisições no setor.
A agência destaca ainda o início das operações de novos projetos do grupo nos próximos anos. “Investimentos em curso e sua estratégia de diversificação dos negócios são positivos, uma vez que o segmento de geração de energia se caracteriza por elevadas margens operacionais e deverá contribuir para a expansão do fluxo de caixa operacional consolidado do grupo”, diz o analista Ricardo Carvalho, em relatório.
Critérios para a classificação
Para a Fitch, importantes aquisições financiadas por dívida ou investimentos fora do atual planejamento podem prejudicar o perfil financeiro da CPFL, pressionando os ratings. Por outro lado, um maior alongamento da amortização de dívidas, junto com fluxos de caixas mais robustos, favoreceriam a avaliação da companhia.