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SÃO PAULO – A Ferbasa (FESA4) deverá sofrer diversas limitações para o seu crescimento que se refletirão na cotação dos papéis da empresa em bolsa, afirmou a Planner Corretora em relatório.
Apesar de a empresa ter expressado otimismo em relação ao seu futuro durante reunião com profissionais do mercado realizada na véspera, a corretora acredita que a Ferbasa deve continuar enfrentando dificuldades por conta do real valorizado em relação ao dólar, levando a maior competição nas exportações do FeCrAc (Ferro Cromo Alto Carbono), produto de maior representitividade da Ferbasa.
Segundo o analista Ricardo Tadeu Martins, porém, a empresa conseguiu aumentar o preço médio do FeCrAc em 5% nos mercados interno e externo, o que é visto como importante vetor importante. Outro ponto positivo destacado pela corretora foi o aumento da receita financeira da companhia em 8% no 2T11 sobre o 1T11, assim como as suas vendas físicas, que cresceram 7,5% no mesmo período, com destaque para o FeSi75, segundo o analista.
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Queda nas receitas
“Os custos dos principais insumos, onde se destaca a energia elétrica, é o principal problema para a empresa. A companhia acredita que haverá uma queda significativa no custo da energia elétrica por conta da revisão tarifária do setor, mas isto, se ocorrer, não será suficiente para aumentar suas margens”, projeta Martins. Outro fator negativo é a expectativa de baixo crescimento da produção do aço inox, resultando em dependência da expansão dos clientes da empresa para que se aumente a capacidade de produção da Ferbasa.
A empresa espera que haja um aumento também no custo dos países que possuem um portfólio de produtos semelhante ao seu. Mas, apesar disso, o fator cambial continuará sendo um limitador para a companhia, segundo a corretora.