Expansão é positiva para Rossi, mas falta de controle é um risco, diz HSBC

Empresa está conseguindo melhorar seus resultados, mas ainda depende de financiamentos feitos pela Caixa a seus clientes

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SÃO PAULO – Em seu início de cobertura de imobiliárias, o HSBC mostrou recomendação neutra (peso em linha com a média do mercado) para as ações da Rossi (RSID3). Para os analistas, a empresa está conseguindo entregar melhora de seus resultados, mas o vasto leque de operações cria uma maior dificuldade de controle de execução dos projetos.

Segundo Felipe Rodrigues e Leonardo Martins, responsáveis pelo relatório do banco, o preço-alvo para as ações da empresa em 12 meses é de R$ 17,00, o que representa um potencial de valorização de 12,95% com base na última cotação de fechamento. Na análise do HSBC, ações com retornos implícitos entre 5 pontos percentuais acima e 5 pontos percentuais abaixo do retorno exigido para doze meses são classificadas como neutra.

Subindo degraus
Em geral, a avaliação da Rossi é bastante positiva, segundo os analistas. O fato de a empresa ter uma participação menor em São Paulo e Rio de Janeiro representa uma vantagem em relação à inflação, já que sua exposição à alta dos preços e competição por mão de obra – maior nessas regiões – fica diminuída.

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A forte expansão da empresa também contribuiu para a melhora em seus resultados, juntamente com uma maior diversificação geográfica e aumento na velocidade de vendas. Assim, enquanto as demais empresas do setor devem começar a enfrentar estabilidade na curva de crescimento, o HSBC acredita que a Rossi terá um ano mais favorável nesse quesito. Além disso, o expertise na baixa renda faz com que a empresa consiga explorar bem o segmento.

Mas ainda há riscos
Por outro lado, a empresa ainda enfrenta alguns pontos de pressão. A empresa usa joint ventures para expandir suas operações para novos mercados, e a manutenção de diferentes operações no País dificulta a capacidade de controle da empresa, o que é um risco potencial, ainda mais no atual cenário macroeconômico brasileiro.

Somado a isso, a aposta em novos mercados pode não gerar o resultado desejado. A participação no segmento de baixa renda aumenta a dependência da empresa a financiamentos da CEF (Caixa Econômica Federal), o que também incrementa os riscos.