“Existe espaço para aumento das tarifas”, afirma diretor da Sabesp

Diretor avalia que tarifas praticadas pela companhia estão abaixo dos seus pares; revisão foi postergada para novembro

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SÃO PAULO – A Sabesp (SBSP3) e a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) vêm trabalhando para validar o processo de revisão tarifária, afirmou o diretor de relações com os investidores da companhia de saneamento, Mário de Arruda Sampaio. Essa declaração foi feita durante encontro com a Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais) nessa terça-feira (27), um dia após a agência reguladora postergar o resultado da revisão para novembro de 2012. 

De acordo com Sampaio, as tarifas praticadas pela companhia estão bastante abaixo das praticadas pelas outras empresas brasileiras. “Existe espaço para o aumento das contribuições tarifárias, sendo que ele é bastante exequível, ainda mais levando em conta a forte responsabilidade da Sabesp com o saneamento do País”, afirmou.

O diretor de relações com investidores disse ainda que irá propor à agência uma extensão do primeiro ciclo de revisão tarifária, de quatro para oito anos, de modo a incorporar os ajustes após um longo período sem revisões.  

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Base de ativos
Para Sílvio Xavier, superintendente de custos e tarifas da saneadora, a precificação da base de ativos é importante, pois será ela a definidora da magnitude tarifária. Entretanto, ele avalia que o processo acabou atrasando, por ser complicado e envolver diversas variáveis, como provisão de perdas e uso da capacidade instalada.

Sampaio ressaltou, entretanto, que o valor da base de ativos que a companhia precificar não será o definitivo, já que a Arsesp fará um avaliação própria. Segundo o diretor de relações com investidores, o processo será feito em total confidencialidade, de modo a não gerar especulações no mercado. 

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.