Executivos da Hering demonstram confiança no 2° semestre e trazem alívio para ação

Após cair mais de 3% no intraday, papel da varejista vira para positivo; empresa vê cenário mais favorável no restante do ano, compensando resultado ruim nos seis primeiros meses de 2013

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SÃO PAULO – Contrariando o movimento da véspera, em que viu suas ações caírem 5% a poucos minutos do fechamento do pregão e da divulgação de resultados, a Cia. Hering (HGTX3) virou para o campo positivo por volta das 11h20 (horário de Brasília), depois de apresentar queda na primeira hora de negociação do pregão desta quinta-feira (18). 

O movimento ocorreu em conjunto com a teleconferência do resultado do segundo trimestre realizada pela empresa, na qual conseguiu mostrar um cenário um pouco mais favorável do que o exposto na divulgação do balanço na noite da véspera, disse o analista Gustavo Serra, da Planner Corretora. 

Com isso, os ativos HGTX3, que chegaram a cair 3,15%, a R$ 29,25, na mínima do dia, registravam às 14h48 (horário de Brasília) alta de 0,3%, a R$ 30,29, depois de atingirem valorização máxima de 1,79%, a R$ 30,74, neste pregão. No mesmo horário, o Ibovespa avançava 0,37%, a 47.582 pontos. 

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Na véspera, a poucas horas do resultado ser divulgado, as ações da companhia passaram a registrar fortes perdas, após operar boa parte do dia em leve baixa. Uma grande ordem derrubou a cotação das ações com forte volume, com os bancos norte-americanos liderando as vendas. Alguns investidores teriam optado por fechar suas posições antes da divulgação dos números, a fim de evitar problemas “inesperados”.  

Assim, depois do fechamento do pregão, a companhia reportou seus números do segundo trimestre de 2013, somando um lucro líquido de R$ 88,840 milhões, alta de 4,3%. Já a receita líquida da varejista saltou 13,8%, indo de R$ 382,882 milhões para R$ 435,787 milhões.

O alívio, entretanto, veio após a teleconferência de resultados, quando a empresa mostrou alguns pontos favoráveis para os próximos meses, como a expectativa de aumento das margens, ao passo em que consegue melhorar o mix de vendas e elevar o preço das peças, em linha com a inflação, disse Serra.

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Segundo ele, os executivos da empresa enfatizaram também a intenção de tratar das marcas de forma individualizada, o que deve ajudar a pontencializar a eficiência das lojas. Com isso, a empresa demonstrou medidas que devem contribuir superar o cenário adverso do ano passado, comentou. 

Resultado ruim se confirma
Antes da teleconferência, entretanto, o mercado traçava um cenário ainda ruim para a empresa no trimestre, confirmando as projeções anteriores e corroborando com as expectativas de desaceleração do consumo no País.

Em relatório, a Planner Corretora apontou que os resultados foram inferiores às expectativa, ressaltando a necessidade de adotar algumas medidas para melhorar o resultado ao longo do ano, como o maior investimento em marketing.

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Por outro lado, os analistas Luiz Cesta e Paulo Prado, da Votorantim Corretora, ressaltaram que o resultado operacional ficou em linha com a expectativa, mas que o cenário difícil deve persistir. Um cenário mais pessimista para as margens da empresa foi mantido pela administração, devido às pressões da taxa de câmbio e à normalização de participação nos lucros.

A XP Investimentos, por sua vez, destacou que, se por um lado preocupa o nível de estocagem que os franqueados possam apresentar, por outro entende-se que o mercado já embutiu no atual preço das ações boa parte desse temor. “Ainda que o cenário possa levar à compressão de margem e rentabilidade, dado seu perfil operacional alavancado no crescimento baseado em franquias, a empresa continua sendo amplamente lucrativa com retorno acima da média”, aponta, destacando o endividamento baixo e o caixa bastante líquido da companhia.