Ex-gerente da Odebrecht é o 13º delator da Operação Lava Jato

O executivo está entre os 11 nomes indicados como supostos operadores financeiros que atuariam a mando de empresas e políticos na estatal

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SÃO PAULO – O ex-gerente da Odebrecht e consultor Shinko Nakandakari assinou hoje um compromisso de delação premiada com o Ministério Público Federal, passando a ser o 13º delator da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga os escândalos de corrupção na Petrobras (PETR3; PETR4). A informação é do Valor Econômico.

O executivo está entre os 11 nomes indicados como supostos operadores financeiros que atuariam a mando de empresas e políticos na estatal, lembrando que entre os nomes está o do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. 

De acordo com a matéria, o ex-gerente já havia demonstrado interesses em participar da operação há dois meses, fechando o acordo com o MPF somente semana passada, uma vez que eram exigidas dele mais informações. Nakandakari será processado por corrupção no suposto esquema de desvio de recursos da Petrobras e, ao participar das delações dando informações às investigações, consegue eventuais benefícios como redução de pena. O executivo, portanto, concordou em revelar o que sabe sobre a atuação do ex-diretor da Petrobras Renato Duque.

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Nakandakari admitiu ter se encontrado com Duque algumas vezes, no entanto, informou que a propina era tratada diretamente com Pedro Barusco, ex-gerente de Engenharia da estatal que tornou-se delator e acusa Duque e o tesoureiro do PT de operarem esquemas próprios de arrecadação de propina em contratos da Petrobras. De acordo com o Valor, Nakandakari começará a depor só depois do Carnaval, no entanto, já se sabe que o executivo nega ter atuado para a lavagem de dinheiro na petrolífera.

De acordo com as investigações, em novembro do ano passado, o diretor da Galvão Engenharia, Erton Fonseca, afirmou ter pago propina de R$ 8,3 milhões ao consultor que, de acordo com o diretor, se apresentou como um dos emissários de Duque na estatal. O ex-gerente de serviços da estatal, Pedro Barusco apresentou uma planilha que mostraria o pagamento de suborno de Nakandakari a Duque e ao PT. De acordo com o Valor, o consultor também teria operado em obras conduzidas pela EIT Engenharia e Contreiras.