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SÃO PAULO – Um dos membros do conselho de administração HRT Participações (HRTP3) que apresentou sua renúncia no último domingo (22), Charles Laganá Putz abriu nesta semana processo contra a companhia na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), conforme divulgado no site do órgão.
De acordo com os dados do processo, Putz reclama de falhas no “dever fiduciário de administradores da companhia aberta”. Ou seja, em realizar a defesa dos interesses da companhia e de seus acionistas. Consta que o processo foi aberto na CVM na última segunda-feira (23), no primeiro dia útil após a reunião em que seis dos onze conselheiros renunciaram aos seus cargos. No mesmo dia 23, o investidor Marcelo Luiz Aguiar também abriu processo contra a HRT.
Além de Putz, Thomas W. Ebbern, Peter L. O’Brien, Joseph P. Ash, François Moreau e Oscar Prieto renunciaram ao cargo no conselho de administração. Após as baixas, a diretoria da companhia se reuniu com seus consultores jurídicos para deliberar sobre os próximos passos a serem adotados, divulgando na véspera que convocará uma assembleia geral o mais rápido possível para a eleição do novo conselho, mas destacando que a existência de cargos vagos não teria a condição de invalidar a legitimidade da manutenção, nos cargos, dos membros remanescentes, ficando o órgão, por si só, preservado e em funcionamento com quatro membros.
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A batalha entre membros do conselho de administração envolve acusações mútuas de ilegalidades e omissões, havendo quatro processos em aberto na autarquia. As divergências também envolvem o destino da companhia, remuneração e bônus distribuídos pelo ex-presidente Márcio Mello.
Vale ressaltar que, na véspera, a HRT informou que a JG Petrochem Participações atingiu uma participação de 2,74% no capital da companhia, totalizando 8,16 milhões de papéis.