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SÃO PAULO – A ação da Eternit (ETER3) registrou seu segundo pregão de forte queda na bolsa, acumulando perdas de cerca de 9% no período. Nesta terça-feira (20), os ativos ETER3 registraram perdas de 5,85%, a R$ 8,53, fechando em sua mínima da sessão. Vale destacar o forte volume dos papéis, que com média de R$ 667,4 mil encerraram o dia com volume de R$ 2,6 milhões.
As ações da companhia sofrem em meio ao noticiário negativo, evidenciado pela matéria do jornal O Globo. De acordo com notícia do jornal do último domingo, o MPT (Ministério Público do Trabalho) teria ajuizado uma ação civil pública em São Paulo contra a empresa, com o pedido de R$ 1 bilhão por dano moral coletivo. Este é o maior valor pedido pelo MPT numa ação por danos morais, informou a publicação.
Os procuradores acusam a Eternit de ser a responsável por contaminar centenas de empregados da sua unidade em Osasco, São Paulo, que ficaram expostos ao amianto e não dar assistência médica. A fábrica de amianto operou durante 50 anos e foi fechada em 1993.
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A Eternit prestou esclarecimentos ao mercado na manhã da última segunda-feira sobre a notícia, informando que, até aquele momento, não havia sido “oficialmente comunicada sobre a mencionada ação pelo MPT e, portanto, não tinha conhecimento do inteiro teor da mesma”.
Esta notícia representa mais um revés para a companhia, que vem sofrendo impactos com a indefinição sobre o uso de amianto no Brasil, enquanto não sai a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). O amianto é usado na fabricação de telhas e caixas d’água.
Conforme destaca a notícia do Globo, as doenças decorrentes da exposição constante ao amianto, como graves problemas respiratórios, além dele ser cancerígeno, demoram a aparecer. Com isso, o MPT solicita à Justiça do Trabalho que determine à Eternit a realização de exames periódicos durante os 30 anos subsequentes à interrupção das atividades.