Falência

Estouro da bolha de drones atinge startups e capital de risco

Startups fundadas durante o ápice da euforia no setor de drones comerciais ficaram sem dinheiro antes que pudessem dar lucro e não conseguiram financiamento adicional

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(Bloomberg) — Novas empresas de drones invadiram o mercado no início da década, repletas de capital de risco em caixa e eufóricas com visões de aeronaves não tripuladas sendo usadas para tudo, desde a entrega de pacotes até a fertilização de terras agrícolas.

Aeronaves não tripuladas ainda são vistas como um pilar do futuro. Mas, por enquanto, todo esse entusiasmo agora ganha um balde de água fria de realidade.

Algumas das maiores startups começaram a fechar as portas no ano passado, depois de queimar centenas de milhões em capital de risco investido em um setor incipiente que, apesar das previsões de forte crescimento, está demorando mais para amadurecer do que o esperado.

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Outras dezenas estão sendo arrastadas por uma onda de consolidação, enquanto empresas de drones buscam um nicho lucrativo em um mercado em rápida mudança.

“Houve um pouco de irracionalidade em relação aos drones, um período de euforia impulsionado pela popularidade do setor de hobby”, disse Kay Wackwitz, fundador e presidente do grupo de pesquisa Drone Industry Insights. “Estamos superando isso, e as pessoas estão voltando à realidade.”

Enquanto startups com recursos competem com um crescente número de pilotos independentes que reduzem os preços, a tecnologia chinesa avança e as empresas fora do setor de drones implementam operações aéreas não tripuladas internas. A regulamentação federal para drones não acompanha os avanços com a mesma rapidez e impede a expansão de muitas empresas.

A fabricante francesa Parrot anunciou em julho que planeja suspender produção da maioria de suas linhas de drones. A startup de software Airware levantou US$ 118 milhões com investidores antes de fechar as portas e demitir 140 funcionários no fim de 2018. A GoPro saiu do negócio de drones e demitiu centenas no ano passado, citando um mercado “extremamente competitivo”.

Mas, enquanto algumas startups testam a paciência dos investidores, outras veem uma oportunidade de crescimento. Pelo menos 67 startups de drones foram vendidas desde sua fundação, de acordo com a Crunchbase, que coleta dados de empresas privadas. Os compradores variam de operadoras rivais de drones a empresas de outros setores, como a Verizon Communications.

Novas fronteiras

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A mudança está transformando o cenário dos EUA, que rapidamente passou de uma ênfase inicial em hardware e manufatura para o foco em software e serviços, como inspeção detalhada e análise de dados.

Agora, empresas de serviços de maior porte com uma oferta variada estão na melhor posição para o futuro, fornecendo drones, voando em missões e analisando dados para clientes.

A PrecisionHawk, líder do setor em serviços de drones, como inspeção e análise de dados, disse que adquiriu cinco startups em 2018. Entre elas, a Uplift Data Partners, que realiza inspeções de construção e imóveis; a HAZON, especializada em energia; e a Droners.io, uma rede on-line de pilotos independentes de drones.

Capitalistas de risco investiram US$ 2,6 bilhões no setor de drones entre o início de 2012 e junho de 2019, segundo o Teal Group, pesquisador do setor. O entusiasmo começou a evaporar no ano passado, quando startups fundadas durante o ápice da euforia no setor de drones comerciais ficaram sem dinheiro antes que pudessem dar lucro e não conseguiram financiamento adicional, disse Wackwitz.

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©2019 Bloomberg L.P.