Entre stress test e mercado de trabalho dos EUA, bolsas mantêm tom positivo

Mercados avaliam decisão do BoE e do BCE; por aqui, Copom sinaliza possibilidade de novos cortes na taxa Selic

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SÃO PAULO – As bolsas internacionais iniciam esta quinta-feira (7) dando sequência ao bom humor que se instalou globalmente após o ADP Employment mostrar dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho norte-americano na última sessão.

Os principais índices acionários europeus e os futuros de Wall Street sobem forte, esperando a confirmação de que o ritmo de deterioração do mercado de trabalho está diminuindo. Neste contexto, ganha destaque a divulgação do Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, programada para 9h30 (horário de Brasília).

No mesmo horário, a agenda norte-americana traz a divulgação dos números preliminares do Productivity & Costs, que mostrará a produtividade da mão-de-obra da economia no primeiro trimestre. Já às 16h00 é a vez do Federal Reserve publicar o Consumer Credit referente ao mês de março, com objetivo de medir o total de crédito ao consumidor.

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Stress test

A atenção do mercado norte-americano – e global – estará voltada também para os resultados dos testes de estresse dos 19 maiores bancos do país. Embora a divulgação esteja marcada para após o fechamento deste pregão, desde a última quarta-feira os números dos principais bancos estão sendo anunciados pela mídia local.

JPMorgan, Bank of New York Mellon e Goldman Sachs estariam entre as instituições bem capitalizadas, enquanto Citigroup, Wells Fargo e Bank of America estariam entre as que necessitam de capital adicional – no caso, os montantes seriam de US$ 5 bilhões, US$ 15 bilhões e US$ 34 bilhões, respectivamente.

Segundo Paul Donovan, economista do UBS, como os resultados do teste não são mais novidades dado o vazamento das informações para a mídia, a importância estará nas “suposições acerca das perdas por classes de ativos”.

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Política monetária europeia

Esta sessão também traz a Europa em foco, com as decisões do BoE (Bank of England) e do BCE (Banco Central Europeu) em relação aos rumos das políticas monetárias das respectivas regiões.

A autoridade monetária do Reino Unido já divulgou as resoluções do encontro, tendo mantido a taxa básica de juro inalterada em 0,5% ao ano. O banco também anunciou a expansão de seu programa de compra de ativos, que passou de £ 50 bilhões para £ 125 bilhões. Já o BCE cortou o juro básico em 25 pontos-base, para 1% ao ano.

Commodities

O maior apetite ao risco e as expectativas de que a pior fase da crise econômica pode ter passado também têm um impacto positivo no desempenho do mercado de commodities. As cotações do barril de petróleo e dos metais sobem forte, podendo dar um impulso extra às bolsas de mercados emergentes cujas empresas de commodities têm grande peso, como o Brasil.

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Resultados corporativos

Em meio ao contexto econômico mais animador, o mercado comemora também resultados melhores do que o esperado de bancos e montadoras. Destaque para o banco britânico Barclays, cujo lucro líquido somou £ 826 milhões, 12% acima do apresentado no primeiro trimestre de 2008.

Embora maior do que no ano passado, as perdas da General Motors foram menores do que a expectativa. A montadora teve prejuízo de US$ 5,9 bilhões no primeiro quarto. As perdas ajustadas correspondem a US$ 9,66 por ação, abaixo da média das estimativas dos analistas, de US$ 10,97 por ação.

A exceção dos bons resultados fica com o banco francês Société Générale, que passou de um lucro de € 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2008 para um prejuízo líquido de € 278 milhões neste ano, devido às “tensões agudas” que permanecem no mercado.

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Brasil

Por aqui também é dia de discutir a política monetária, com a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando a autoridade reduziu a taxa Selic em 100 pontos-base, para 10,25% ao ano.

Dentre os destaques do documento está a clara sinalização de que mais flexibilizações podem estar a caminho nas próximas reuniões.

Na cena corporativa, o foco fica com os resultados da Vale, anunciados depois do fechamento do último pregão. A mineradora registrou lucro de R$ 3,15 bilhões no primeiro trimestre, estável em relação ao primeiro trimestre de 2008 e com avanço de 29,1% sobre período imediatamente anterior.