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SÃO PAULO – A empresa do setor elétrico Eneva (ENEV3), ex-MPX Energia, confirmou na manhã desta segunda-feira (12) que irá promover aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão. Uma de suas controladas, a E.ON, comprometeu-se a entrar com até R$ 570 milhões. A operação será realizada em duas etapas. A informação havia sido antecipada pelo InfoMoney na semana passada. Com a notícia, as ações da companhia fecharam este pregão com alta de 10,24%, a R$ 1,40.
O acordo da alemã E.ON foi realizado com quatro bancos – BTG Pactual, Citibank, HSBC e Itaú Unibanco, visando implementar uma série de medidas visando fortalecer a estrutura de capital da companhia, segundo comunicado enviado hoje à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Na última semana, os papéis da companhia já haviam oscilado de forma bastante chamativa diante desses rumores. Entre os dias 5 e 7 de maio, as ações da Eneva passaram de R$ 1,13 para R$ 1,49, alta de 31,6%.
A empresa informou que a operação se dará em uma primeira etapa com um aumento privado de capital a ser integralizado em dinheiro no montante de até R$ 316,5 milhões a um valor por ação de R$ 1,27, preço de fechamento das ações no pregão da última sexta-feira. Deste total, a E.ON se comprometeu a subscrever novas ações da Eneva no valor de R$ 120 milhões.
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Em uma segunda etapa, será realizado o aumento de capital em dinheiro e em bens de até R$ 1,5 bilhão, descontando o montante emitido no aumento de capital da primeira fase, a ser submetido ainda à aprovação da assembleia geral da empresa. Nesta fase, a E.ON se comprometeu a subscrever novas ações da Eneva em um montante equivalente a até R$ 450 milhões. Com isso, a E.ON participará subscreverá ao final da operação no máximo R$ 570 milhões de novas ações da Eneva.
A empresa informou ainda que, preliminarmente ao aumento de capital fase I, irá alienar 50% e 100% das ações de emissão da Pecém II por meio de um processo competitivo com a participação de potenciais investidores interessados. A E.ON se obrigou a conceder uma garantia “backstop” pela qual, sujeito a determinadas condições suspensivas, incorporará indiretamente até 50% da totalidade das ações de emissão da Pecém II, bem como um empréstimo intercompany concedido pela Eneva a Pecém II, por meio de uma sociedade de propósito específico a qual terá E.ON e Eneva como acionistas.
Conforme laudo de avaliação preparado pela Deloitte Touche Tohmatsu, o compromisso da E.ON com a Pecém II não deve exceder o valor de R$ 400 milhões, estando sujeito a determinadas condições suspensivas, incluindo que uma oferta mais atrativa pela emissão da Pecém II não seja feita por um terceiro no âmbito do processo competitivo de venda.
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Adicionalmente, será feito um financiamento de longo prazo à Pecém II pelas instituições financeiras no valor de R$ 150 milhões, sujeito ainda à obtenção de consentimentos e aprovações sob os contratos financeiros vigentes do grupo Eneva. As instituições financeiras comprometeram-se a estender a Eneva, sob forma de financiamento bridge, a quantia de R$ 100 milhões a ser repago com a utilização dos recursos do financiamento de longo prazo da Pecém II e uma reestruturação do endividamento da Eneva e de suas subsidiárias no valor de R$ 600 milhões e uma prorrogação de cinco anos no prazo de vencimento dos empréstimos ainda existentes na empresa, com início do prazo para amortização contando a partir de junho de 2017.