Embraer vê desempenho melhor para aviação executiva nos próximos meses

Executivo acredita que companhia vai aumentar demanda para jatos maiores, além de estar segura sobre suas soluções competitivas

Paula Barra

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SÃO PAULO – Depois de divulgar o balanço corporativo do segundo trimestre deste ano, a Embraer (EMBR3) ressalta que o desempenho do mercado de aviação executiva deve ser melhor nos próximos seis meses, já que esse segmento tem desempenho melhor nesse período em termos de vendas e entregas, disse José Antonio Fillipo, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, em teleconferência. 

Já em relação a aviação comercial, a fabricantes de aeronaves registrou o cancelamento de dez aviões, mas o executivo disse que não há nenhum problema iminente detectado para o segundo semestre de 2012.

No final de julho, a Embraer informou que as vendas de jatos comerciais recuaram 72% no primeiro semestre desde ano, totalizando 17 unidades. No mesmo período do ano passado, este número foi de 62 jatos comerciais, o que explica a queda na carteira de pedidos de US$ 15,8 bilhões para US$ 12,9 bilhões. 

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O executivo ressaltou, no entanto, que a companhia possui várias campanhas importantes em curso. Mesmo com essa redução na carteira de pedidos, ele não trabalha com a revisão na projeção do seu nível de produção até o momento. A projeção de entregas para 2012 é de 105 a 110 aeronaves comerciais, além de 75 a 85 jatos leves e 15 a 20 aeronaves executivas grandes. 

Fillipo comentou ainda que alguns cancelamentos e adiamentos de contratos no segundo trimestre do ano também tiveram impacto no resultado final da carteira de pedidos. Contudo, ele estima que dentro dos próximos 5 a 6 anos a companhia vai aumentar a demanda para jatos maiores, além de estar bastante segura sobre suas soluções competitivas. Até o final desse período, o executivo afirmou que a empresa terá uma nova geração de E-Jets, tendo assim, um postura otimista para o longo prazo. 

Em relação as margens operacionais, o executivo ressaltou que a valorização de dólar frente ao real e os pacotes de incentivos do governo foram os principais responsáveis para essa melhora nos números. Vale lembrar que a companhia revisou para cima a margem Ebtida de 2012, de 11,5% a 12,5% para 12,5% a 13,5%.