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SÃO PAULO – A deputada Perpétua Almeida, do PCdoB, presidente da CREDN (Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados) expressou preocupação com a possibilidade dos Estados Unidos ampliarem suas sansões às empresas que negociam com países “inimigos” como Cuba e Irã, o que afetaria as empresas brasileiras, sobretudo na área de defesa, como a Embraer (EMBR3), informou a agência de notícias Efe.
Em entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros, a deputada explicou que se trata de uma emenda que impediria o Departamento de Defesa dos EUA de negociar com empresas estrangeiras que mantenham negócios com nações consideradas inimigas, como o Irã e Cuba, a chamada Emenda Riveira.
No caso da Embraer, Perpétua comentou que a empresa tem grandes negócios com os EUA na área de defesa. Além disso, ela mantém uma fábrica para a montagem de aviões “Phenom 100”, inaugurada no ano passado, em Melbourne, na Flórida.
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Segunda a deputada, parece um contrassenso que os Estados Unidos, que participam através da empresa Boeing de uma licitação para a venda de 36 caças à FAB (Força Aérea Brasileira), imponham condições às operações das companhias brasileiras no resto do mundo.
A deputada, contudo, disse que pretende viajar aos Estados Unidos com um grupo de parlamentares para apresentar suas preocupações aos membros do Senado norte-americano. Contudo, a viagem não deve ocorrer antes da eleição presidencial do país, prevista para 6 de novembro.