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SÃO PAULO – Após operar em queda logo na abertura da sessão, o dólar comercial inverteu a tendência ainda na manhã e continua a operar em alta próxima de 1,13% nesta terça-feira (5). A pressão pela realização de lucros favorece a guinada da moeda norte-americana frente ao real e frente a outras divisas, como o euro, o iene e o franco suíço.
A aversão ao risco dentre os investidores deve-se à desconfiança em relação à divulgação dos resultados do teste de estresse do Federal Reserve com os bancos norte-americanos, que serão anunciados na quinta-feira. Especula-se que dez das 19 instituições financeiras precisarão levantar capital.
Ainda no setor financeiro, o UBS reportou um prejuízo líquido de US$ 1,75 bilhão nos três primeiros meses do ano, alinhado com as expectativas do mercado. Por aqui, o Itaú Unibanco revelou retração de 5,8% no lucro líquido no mesmo período de 2008, totalizando ganhos de R$ 2,56 bilhões.
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Nos EUA, foi analisado o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmando que a economia norte-americana está se estabilizando e iniciará uma recuperação gradual ao final deste ano.
No âmbito interno, o Banco Central realizou compra de dólares por meio de leilão de “swap” cambial reverso. Na operação desta terça-feira, o mercado tomou todos os 67,6 mil contratos ofertados com vencimento dia 1 de junho, movimentando R$ 3,412 bilhões.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,1500 na compra e R$ 2,1520
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na venda, alta de 1,13% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 11,63%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,42% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,92%.
Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
opera cotado a R$ 2.162,
forte alta em relação ao fechamento
de R$ 2.134
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte alta,
atingindo R$ 2.184 frente
à R$ 2.149 do fechamento de
segunda-feira.