Em meio ao embate com governo local, Vale retira executivos da Argentina

Saída de executivos do país deve-se a recomendação da área de segurança institucional da mineradora

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SÃO PAULO – Por conta da decisão de suspender o projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina, a Vale (VALE3; VALE5) iniciou na semana passada a retirada dos executivos do país. 

O diretor da Vale Sergio Leite, que respondia pelo projeto, deixou na última sexta-feira (15) o país juntamente com outro diretor estatutário que trabalhava com ele no projeto, por recomendação da área de segurança da empresa.

A decisão da mineradora em suspender o projeto tem exaltado os ânimos de representantes do governo, políticos, sindicalistas e mesmo a população local, o que levou a área de segurança institucional da empresa a fazer um alerta recomendando a saída dos executivos.

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No final da semana passada, o governo da Argentina elevou o tom nas discussões com a mineradora e ordenou que a mineradora brasileira mantenha os 6,5 mil trabalhadores que executavam o projeto. A medida evita dispensas até 11 de abril e a ordem de conciliação compulsória poderá ser ampliada posteriormente.

“No caso da companhia não respeitar, multas significativas serão aplicadas“, disse o ministro de Trabalho da Argentina, Carlos Tomada, a jornalistas. 

O projeto, contudo, está em revisão desde o início do ano passado por conta do aumento de custos gerado, principalmente, pela desvalorização do peso, moeda do país vizinho. Orçado inicialmente em US$ 5,9 bilhões, analistas do Goldman Sachs apontaram que a mineradora gastaria cerca de US$ 11 bilhões para levar o projeto adiante. Uma cifra considerada muito alta pelos analistas, e a própria empresa, para o potencial retorno que o empreendimento traria. Até o momento, a Vale desembolsou US$ 2,2 bilhões no projeto.