Trabalho remoto

Em meio à pandemia de coronavírus, setor de comunicação digital cresce exponencialmente

Empresas crescem com o avanço do trabalho remoto imposto pela disseminação do coronavírus

Trabalho remoto
(Unsplash)

SÃO PAULO – As medidas restritivas de circulação impostas para conter o avanço da Covid-19 têm aumentado a demanda por soluções inteligentes que busca integrar as equipes de trabalho em home office e valorizado as empresas de tecnologia de trabalho remoto especializadas em fazer reuniões, eventos online, chamadas em conferência e comunicação digital.

Em relatório, analistas da Bernstein Research disseram que houve uma crescente na demanda por empresas de conferência virtual, ao passo que plataformas como Zoom e Slack relatam aumento de usuários nas últimas semanas – que já superam os resultados do último ano.

Se o ritmo de crescimento permanecer constante, o mercado de conferências na nuvem provavelmente excederá sua avaliação de mercado de US$ 3 bilhões, de acordo com dados da consultoria global de pesquisa Gartner, divulgada pelo site CIO Dive.

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Com a nova realidade, os empregadores dependem dessas tecnologias de conferência para manter a rotina, enquanto as empresas do segmento conseguem capitalizar o aumento da demanda da força de trabalho remota e fazer o caminho reverso das grandes corporações e pequenas empresas tão impactadas ​​pelo coronavírus.

Quem ganha na crise

A Zoom é uma das plataformas de videoconferência mais populares, de acordo com a Owl Labs Research.

Criada em 2011, a empresa com sede em São Francisco registrou cerca de 2,22 milhões de usuários ativos mensais até agora em 2020, enquanto em todo o ano de 2019 o número máximo de usuários foi de 1,99 milhão, segundo pesquisa da Bernstein Research.

Para amenizar os efeitos causados pela pandemia na China e na Itália, o CEO da Zoom, Eric Yuan, anunciou a abertura da versão paga do software e aumentou o tempo limite de chamadas para os usuários da versão gratuita em outros locais.

As ações da companhia crescem exponencialmente desde o início da crise, mesmo com o mercado em geral em constante queda. No sia 3 de março, as ações da Zoom fecharam o dia custando US$ 113,11.

Vinte dias depois, os papéis da empresa fecharam o pregão de segunda (23) com valorização de 22%, sendo praticadas a US$ 159,56.

Já a Slack, plataforma de comunicação corporativa que integra serviços e aplicativos em um ecossistema, adicionou 7 mil novos clientes pagos desde o início de fevereiro. A empresa ainda teve um aumento de 19% no caixa e lançou grandes atualizações em quase dois meses, segundo um executivo da empresa em entrevista ao Business Insider.

As novidades incluem uma barras de navegação lateral, guias personalizáveis ​​e opções de rascunho em seu software. Nos países mais afetados pela pandemia, a Slack oferece atualizações gratuitas para seus clientes.

Em seu relatório trimestral, divulgado na semana passada, a empresa relatou ainda ganhos disparados e um aumento de novos usuários devido ao coronavírus, porém indicou ser muito cedo para dizer se o uso aumentará a sua receita.

Também em alta, a FreeConferenceCall – fundada em 2001 – é uma das maiores fornecedoras de chamadas online e registra aumento em vários países afetados severamente pela Covid-19.

Em um relatório divulgado em 12 de março, a empresa afirmou que o aumento na criação de contas atingiu o pico de 3442% na Itália. Desde o início do ano, as nova assinaturas atingiram índices elevados em países como Reino Unido (42%), França (67%), Coréia do Sul (83%), Espanha (121%), Alemanha (94%) e no Japão (393%).

Diante do crescimento, a empresa lançou a campanha Stay Connected, que permite aos usuários acessar bate-papos em grupo seguros com seus números, que podem ter até 1.000 pessoas na linha.

Milhões em investimentos

Outro caso é a plataforma de eventos online Hopin. A empresa, fundada em 2019, há três semanas foi lançada oficialmente depois de garantir US$ 6,5 milhões em financiamento de vários investidores anjos.

A startup relatou um aumento significativo em sua lista de espera em três semanas, na mesma medida que mais trabalhadores ficam remotos.

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Também nesta semana, a plataforma de videoconferência Around saiu do modo de testes depois de garantir US$ 5,2 milhões em financiamento inicial. A empresa compartilhou que espera até 10.000 inscrições até 20 de março, três dias após o lançamento, pois a pandemia de coronavírus está aumentando a demanda por ferramentas de conferência.

Em vez de assumir o controle da tela como uma videochamada tradicional, a camada de vídeo flutuante da Around abre espaço para aplicativos de computador. Os usuários aparecem em ícones circulares que cortam a confusão de fundo, enquanto a inteligência artificial de processamento de vídeo da plataforma mantém a câmera focada nos rostos dos usuários, mesmo quando eles se movimentam, disse a empresa.

O Run the World, uma startup fundada por dois ex-funcionários do Facebook, permite que os usuários realizem palestras, conferências e festivais online. Mesmo com pouco meses de existência, a empresa já levantou US$ 4,3 milhões em financiamento inicial liderado por Andreessen Horowitz no ano passado.

No ar desde a semana passada, a plataforma anunciou que renunciaria às taxas de instalação para empresas afetadas pela disseminação do coronavírus.

Também com menos de um ano de vida, a startup GroWrk viu um aumento de 10 vezes nos clientes, à medida que mais funcionários foram solicitados a trabalhar em casa.

O serviço de assinatura personaliza os espaços de trabalho domésticos e envia itens essenciais de trabalho remoto para o novo escritório em casa. A plataforma permite alugar uma mesa ou uma cadeira durante um certo período de tempo ou se inscrever para suprimentos a granel.

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