Em dez dias, BofA volta a elevar recomendação e B2W dispara 20%

Ação atinge o maior patamar desde novembro do ano passado; preço-alvo, que era de R$ 6,40 há duas semanas, passa para R$ 18

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*Atualizada às 15h31 (horário de Brasília)

SÃO PAULO – Em 16 de novembro, os analistas do Bank of America Merrill Lynch elevaram a recomendação para as ações da B2W Varejo (BTOW3) para neutra e as ações reagiram com uma forte alta de 9,0% naquele pregão. Cerca de dez dias depois, a cena se repete: os mesmos analistas mais uma vez revisaram suas projeções e agora passam a recomendar a compra dos papéis, que disparam 20,30%, para R$ 14,28.

No mesmo momento, às 15h31 (horáriode Brasília), o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa, avança 0,44%, aos 56.984 pontos. Na máxima do dia, a valorização chegou a 21,74%, aos R$ 14,45. A última vez que a ação chegou a esse patamar foi em 7 de novembro do ano passado. 

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As ações da Lojas Americanas (LAME4) também estão entre os maiores ganhos do índice: alta de 5,53%, aos R$ 19,46.

Robert Ford, Melissa Byun, Nicole Inui e Marcelo Santos, que assinam o relatório do BofA, também elevaram o preço-alvo para as ações da B2W, de R$ 12 para R$ 18, nível que não é atingido desde o intraday de setembro do ano passado. Isso indica um potencial de valorização de 51,6% sobre o último fechamento. Há duas semanas, o preço-alvo era de R$ 6,40.

Mudança de rumo
Depois de um período de performances fracas na bolsa, a empresa parece estar próxima de uma mudança importante, escrevem os analistas. Eles dizem que a infraestrutura de distribuição regional pode criar uma das estruturas de custo mais baixas entre as empresas do setor no país.

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A empresa ainda pode se beneficiar com as mudanças propostas para o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mas as mudanças podem levar anos para serem implantadas. Mesmo assim, os canais de distribuição regionais podem levar a empresa a poupar com impostos e levá-la a acumular ganhos líquidos no curto ao médio prazo, complementam. 

Há duas semanas, quando os analistas elevaram a recomendação para neutra logo após a divulgação dos resultados trimestrais, eles já indicavam que a companhia se aproximava de uma virada importante, com aceleração nas vendas e melhora nos serviços. Inclusive, a equipe do BofA já previa ganhos nos impostos por conta da distribuição regional.

Analistas detalham as premissas
Agora os analistas parecem ter detalhado melhor essas premissas. Eles estimam que a queda nos custos de entrega pode representar uma poupança que representa até 2% das vendas. Já os ganhos por conta de uma menor incidência de impostos devem gerar uma economia de 400 pontos-base em vendas.

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Considerando que os incentivos fiscais sejam eliminados em um período de oito anos, os analistas projetam que os ganhos dessa economia de impostos, trazidas a valor presente, sejam de R$ 4 por ação.