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SÃO PAULO – A venda do controle da MPX Energia (MPXE3) para a empresa alemã E.ON retirou um peso a mais dos ombros de Eike Batista. Dados obtidos pela Folha de S. Paulo, indicam que com a venda cerca de R$ 4 bilhões da dívida que o empresário possuía com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de um total de R$ 6 bilhões, migraram para o novo controlador da empresa.
Com isso, ainda restam cerca de R$ 2 bilhões em débitos e parte deles estão sob renegociação. Segundo a publicação, há em curso, uma renegociação de R$ 518 milhões referentes ao empréstimo dado à LLX Logística (LLXL3) para a construção do porto do Açu (RJ). O BNDES provavelmente vai prorrogar o pagamento, que vence neste mês. Essa foi a mesma saída para outro crédito-ponte para a OSX Brasil (OSXB3), prorrogado em agosto por dois meses.
Ainda de acordo com a Folha, de tudo que o BNDES emprestou a Eike, R$ 500 milhões, porém, estão sob o risco de um eventual calote – o que corresponde a 0,6% de todo o crédito que o banco liberou ao grupo EBX no primeiro semestre.