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SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (4), as ações da Eneva (ENEV3), antiga MPX, dispararam 8,33%, a R$ 1,17 após a realização de um aumento de capital de R$ 174,7 milhões por meio de subscrição de 137,6 milhões de ações. Diante disso, o empresário Eike Batista, antigo dono da empresa e que agora possui 20% de participação de capital na companhia, ganhou cerca de R$ 18,50 milhões.
Com um capital de R$ 1,027 bilhão (antes do aumento), a Eneva viu seus papéis saltarem de R$ 1,10 para R$ 1,17 nesta sessão, o que representa um ganho de R$ 92,5 milhões em valor de mercado. Antes do aumento de capital, a participação de Eike na companhia era de 20,74%. A alemã E.ON, nova controladora da empresa, passou a deter 42,9% dos papéis ENEV3.
Eike Batista é fundador da empresa, mas vendeu parte acionária significativa da empresa em março de 2013 para o grupo alemão E.On, com quem passou a compartilhar o comando da companhia na época. Os alemães, porém, retiraram Eike da presidência do conselho de administração – em uma manobra que na época foi vista como a expulsão do empresário de sua primeira empresa. Com isso, em setembro do ano passado, a MPX Energia passou a se chamar Eneva
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Em outubro, Eike cogitou vender sua participação na companhia, que na época era de 24%, por cerca de R$ 1,2 bilhão. Entre os compradores estariam a Marubeni Corp, a IFM Australian Infrastructure Fund e a Canada Pension Plan Investment Board, porém o negócio não foi concluído.
Já no final do ano, a E.On se livrou do “legado de Eike Batista” ao reestruturar sua dívida. Em dezembro, a Eneva fechou um novo financiamento, desta vez para se livrar da dívida de curto prazo. Além disso, a empresa assegurou um crédito de R$ 600 milhões. Com isso, a ex-MPX passou a ter dívidas de R$ 100 milhões a vencer em setembro de 2014, R$ 1,5 bilhão em dezembro, R$ 350 milhões em junho de 2015 e novos R$ 100 milhões em setembro de 2017.
A Eneva atua na geração e comercialização de energia elétrica e possui negócios complementares na exploração e produção de gás natural. A Companhia tem, atualmente, capacidade instalada bruta em operação de 2,4 GW e constrói mais 524 MW adicionais, estando assim entre as maiores empresas privadas de geração de energia elétrica no Brasil.