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SÃO PAULO – O Citigroup rebaixou para manutenção sua recomendação para as ações da Hypermarcas (HYPE3) com corte também no preço-alvo, que foi de R$ 27,00 para R$ 20,50 – upside de 28,12% sobre o último fechamento.
As mudanças são consequência do modelo que agora incorpora menor taxa de crescimento e margens mais elevadas, fruto da nova política comerical da companhia – que foi bastante criticada por analistas depois do anúncio dos resultados do primeiro trimestre, e rendeu uma pesada queda aos papéis.
Carlos Albano e Marcio Kawassaki afirmam que as aquisições, como a da Mantecorp, provocaram uma dose adicional de risco para quem pensa em investir na companhia e ainda há nebulosidade considerável acerca dos próximos passos da Hypermarcas.
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Crescimento e lucratividade
Para os analistas, ainda pairam dúvidas sobre como será daqui pra frente a combinação entre crescimento e lucratividade, e se de fato as aquisições serão traduzidas em ganhos de market share.
Além disso, o mercado olha com desconfiança para as ações da empresa desde que o resultado do primeiro trimestre de 2011 mostrou que a empresa não gerou fluxo de caixa positivo, fato inédito desde o IPO (Initial Public Offering) realizado em 2008, o que foi atribuído pelos analistas às vendas e margens abaixo do esperado, ao lado do aumento nas despesas financeiras.
“Esperamos que algumas dessas questões persistam no ano, e não esperamos que a Hypermarcas gere fluxo de caixa positivo em 2011”, aponta a dupla, destacando que isso deve trazer um momentum negativo para os papéis.
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Comunicação com investidores em deterioração
O resultado decepcionante também expôs que a comunicação é outro ponto de rusga entre a Hypermarcas e os investidores. “A maioria dos investidores ficou surpreso que a companhia não indicou que mudanças tão importantes nos negócios estavam ocorrendo”, conclui a dupla do Citi.