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SÃO PAULO – Após recuar mais de 2% no fechamento anterior, o dólar comercial segue em baixa nesta terça-feira (5) e se aproxima dos R$ 2,10 – a menor cotação desde 4 de novembro de 2008. Há pouco, a queda da moeda frente ao real beirava 0,9%.
A manhã é de clima incerto nas bolsas de valores, que operam sem tendência definida ao redor do globo. A agenda de indicadores econômicos deverá ser bastante avaliada nos EUA, dividindo a atenção com o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, no Crongresso do país.
O setor financeiro também é destaque, em meio a rumores de que 10 dos 19 maiores bancos norte-americanos precisarão captar recursos adicionais. O suíço UBS não trouxe bom resultado trimestral, ao apurar prejuízo de US$ 1,75 bilhão entre janeiro e março de 2009.
BC não interfere
Diferente das duas últimas sessões, o Banco Central brasileiro não anunciou medidas intervencionistas, deixando em aberto se oferecerá empréstimos em moeda estrangeira ou contratos de swap. Na véspera, a autoridade conseguiu movimentar US$ 850 milhões em um leilão de dólares.
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A agenda econômica doméstica conta também com o resultado do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) referente a abril, e, na esfera corporativa, atenção ao desempenho do Itaú Unibanco: o grupo obteve lucro líquido de R$ 2,562 bilhões no primeiro trimestre, valor 5,8% menor que o do mesmo período de 2008.
Resultado acumulado
Com a variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra queda de 3,39%
neste mês de maio e uma desvalorização de 9,76% desde o início do ano.