Dólar comercial amplia queda apresentada na abertura e opera próximo a R$ 2,11

Resultados trimestrais animam mercado; fluxo cambial positivo e dado do mercado de trabalho norte-americano são avaliados

Publicidade

SÃO PAULO – Ampliando a trajetória de desvalorização apresentada durante a manhã, o dólar comercial ultrapassa queda de 1,7% nesta tarde. Resultados corporativos apresentados na sessão, indicadores econômicos norte-americanos positivos e a alta nas commodities favorecerem cenário de maior tomada de risco e queda da divisa dos EUA diante do real.

Os rumores em torno do tão esperado resultado do teste de estresse mantêm os investidores apreensivos. Segundo a agência de notícias Reuters, o Bank of America precisaria levantar cerca de US$ 35 bilhões de capital, o Wells Fargo US$ 15 bilhões e o Citigroup US$ 10 bilhões. Por sua vez, o JPMorgan Chase estaria bem capitalizado, não precisando de capital extra.

Resultados corporativos divulgados na quarta-feira, a exemplo de Wall Disney, BMW e BNP Paribas, vieram acima do esperado e sustentam os ganhos nos mercados. Por aqui, a expectativa é para a divulgação do balanço trimestral da Vale, previsto para depois do fechamento do pregão.

Continua depois da publicidade

Fluxo cambial e agenda dos EUA

No âmbito interno, o fluxo cambial teve saldo positivo de US$ 1,43 bilhão no acumulado em abril, segundo dados do Banco Central. Foi o maior superávit desde setembro de 2008, quando reportou US$ 2,803 bilhões positvos.

Nos EUA, o ADP Employment Report revelou um fechamento de vagas menor do que o esperado na passagem entre março e abril.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,1090 na compra e R$ 2,1110

Continua depois da publicidade

na venda, forte baixa de 1,77% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 13,80%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 3,30% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 9,67%.

Dólar futuro na BM&F
também opera em queda

Continua depois da publicidade

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
opera cotado a R$ 2.128,
forte baixa de em relação ao fechamento
de R$ 2.150

da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte baixa,
atingindo R$ 2.147 frente
à R$ 2.175 do fechamento de
terça-feira.