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SÃO PAULO – Não bastasse o agitado noticiário, a Usiminas (USIM5) chega nesta quarta-feira (17) ao seu “dia D”, com a reunião de acionistas que tentará aprovar o balanço do quarto trimestre de 2015. Além do complicado ambiente, com especialistas já citando um possível pedido de recuperação judicial para a empresa, entra em pauta agora um rumor sobre a saída do CEO da siderúrgica, Rômel Erwin de Souza.
A informação é do jornal Valor Econômico, que afirma que os acionistas devem levar esta proposta para a pauta da reunião.A publicação diz que o rumor indica que todos os acionistas estariam descontentes com Souza, mas também não entram em consenso sobre sua substituição.
De acordo com fontes, a Nippon Steel & Sumitomo estaria disposta a aceitar a troca do executivo, mas desde que ela mesma indique o substituto. A Ternium – Techint quer a escolha de um executivo de mercado. Já os minoritários – o maior deles o empresário Lirio Parisotto, que hoje está na presidência do conselho, com o advogado Marcelo Gasparino – têm a mesma avaliação dos italianos.
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Segundo a equipe da XP Investimentos, a notícia de uma possível troca de comando até poderia trazer um ânimo maior sobre uma reestruturação dentro da empresa, mas que as ações estão reagindo mais à expectativa de um acordo na reunião desta quarta sobre um aumento de capital, que poderia salvar as contas da siderúrgica.
O Valor afirmou nos últimos dias que a Usiminas precisa de R$ 900 milhões para sobreviver em 2016 e que esta questão será discutida hoje. A companhia renegocia R$ 4,3 bilhões em dívidas que vencem até 2018. Em linha com os rumores desta quarta, a Ternium disse que antes de se discutir aumento de capital é necessário um choque de gestão na Usiminas.
A Reuters noticiou nesta semana também que o grupo Nippon Steel está pronto para ajudar a Usiminas e participará de uma eventual operação de aumento de capital para reforçar as finanças da empresa se houver acordo com os demais sócios controladores da companhia. O noticiário agitado também contou com um comunicado da siderúrgica afirmando que contratou o Credit Suisse para a venda da Usiminas Mecânica
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Em esclarecimento, a companhia afirma que optou por não divulgar referida informação ao mercado naquele momento, tendo em vista que não havia (como ainda não há) qualquer definição acerca do formato e/ou da efetiva realização da referida operação e que a confidencialidade da informação em tela não havia escapado ao seu controle.
O resultado
Previsto para ser divulgado na manhã de quinta-feira (18), o balanço da Usiminas ainda depende da aprovação dos acionistas e controladores da companhia hoje. Para a equipe de analistas do Santander, a expectativa é de uma continuidade dos resultados operacionais pressionados em função da atividade doméstica fraca, juntamente com as baixas exportações e despesas não recorrentes do desligamento Usina de Cubatão.
O banco espera uma queda de volume de aço vendido para os níveis mais baixos na comparação trimestral, com uma leve melhora no mix de vendas. “Ao todo, estimamos uma perda de Ebitda de R$ 93 milhões no quarto trimestre e, mais importante, nós lembramos os investidores que a Usiminas continua a queimar dinheiro em um cenário de grande amortização de dívida no curto prazo”, afirmaram os analistas em relatório.
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A equipe do Bradesco tem o mesmo pessimismo com a companhia e afirma que “após relatar Ebitda negativo no terceiro trimestre, esperamos que Usiminas repita o desempenho sem brilho”.
Além disso, eles destacam que embora a ação acumule perdas de cerca de 40% no ano, ainda vemos a Usiminas negociando com um esticado EV/EBITDA (valor da empresa dividido pelo Ebitda) de 13 vezes. “Ressaltamos que o EV é agora quase totalmente composto de dívida, que representa 88%”, afirmaram os analistas em relatório.
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